sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Minha Familia, Minha Vida

Você foi despedido?

Acabou de se divorciar?

Descobriu que tem uma doença grave?

É inevitável. Ao longo de nossas vidas passaremos por momentos difíceis, onde o chão parecerá faltar e não conseguiremos enxergar a luz no final do túnel.

Em situações assim, é muito comum que a gente acabe fugindo através de atitudes que, ao invés de iluminar o caminho, nos levam para o fundo do poço.

Alguns descarregam suas frustrações e tristezas no cigarro, acendendo um atrás do outro, na esperança de que seus problemas desapareçam junto com a fumaça.

Eu não fumo!

Outros mergulham no álcool, uma droga legalizada e socialmente aceita, que já acabou com muitas famílias e que nunca tirou ninguém do buraco.

Eu não bebo!

Ainda existem pessoas que, em seu profundo desespero, apelam para drogas e se iludem, pelo menos por alguns instantes, que o mundo é colorido e que possuem super poderes. Pena que eles desaparecem tão rápido quanto vieram.

Eu não uso drogas!

Então como supero meus problemas, minhas agonias, minhas frustrações?

Eu tenho dois filhos que, pelo simples fato de existirem, já me conduzem com toda a força, para ser melhor a cada dia. Sou divorciado e nem sempre eles estão comigo, para abraçar e beijar, mas ainda assim me trazem a convicção do que realmente importa na vida.

Tenho uma esposa maravilhosa, que mudou minha vida, que me faz ser uma pessoa melhor a cada instante que estou ao seu lado, uma companheira que poucos no mundo terão a sorte de ter, como eu tenho.

Mas tenho também, a presença de quatro terapeutas especializados em minha vida.

Uma se chama Bechamel. Ela, com seu amor incondicional, me mostra que nós temos que expressar sempre nossos sentimentos às pessoas que amamos. Não sabemos se estaremos juntos amanhã. É preciso abraçar, beijar, dizer e demonstrar com atitudes hoje!

Outro se chama Bugatti. Com seu espírito livre, me mostra que temos que ter nossa mente sempre jovem, apesar do corpo envelhecer. Ver o mundo com os olhos de uma criança, mas com a razão de um adulto e aproveitar a vida ao máximo.

O terceiro é o Bruno. Um sujeito sério e fiel, que me mostra que temos que passar segurança para nossos entes queridos, mostrando que estamos ao seu lado para o que der e vier e que ele pode contar conosco. Pois mesmo que pareça que não existe saída, ela sempre aparece para quem não desiste.

E por fim, a Bisteca, um doce de cachorra. Para ela, estar ao nosso lado é o suficiente. Ela me mostra sempre que o bom da vida é a simplicidade. Não precisamos de luxo ou mordomias para sermos felizes, basta estar, como eu, ao lado de filhos sensacionais, uma esposa maravilhosa e quatro cachorros tirados da rua, direto para os nossos corações.

É assim que eu supero todos os meus problemas. E você, como faz?

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Animal Irracional

No mundo atual, parece que se multiplicam os ativistas e defensores dos direitos dos animais. Será que não percebem que eles são seres inferiores? Não vêem que o homem, único animal racional, com sua busca constante por melhorias e conhecimento, tem por direito estar no comando do planeta e assim sendo, dominar espécies inferiores, para que sirvam aos seus propósitos, diversão e alimento?


Nossa inteligência superior sempre nos move a buscar algo melhor do que temos hoje. Buscamos constantemente um padrão de beleza, onde a tonalidade dos olhos, o brilho do cabelo, a altura, peso e cor da pele, nos fazem sentir, os donos do mundo. Mas o tempo, as tristezas, as decepções e traições, transformam a pele lisa em outra, enrugada. O brilho dos olhos se apaga. Os cabelos começam a cair e quem era rei, perde sua majestade.

Já os cachorros, seres inferiores que são, mal conseguimos determinar sua idade. Não se cuidam, não fazem regime, não usam maquiagem e não se importam com nada disso. No entanto, nascem, crescem e morrem praticamente iguais, o sonho de consumo de muita gente. Como um ser assim poderia trazer beleza ao mundo?

Nós, humanos, estudamos muito, trabalhamos muito, pesquisamos muito. Grandes homens passam a vida dedicados a uma única tese, se tornam celebridades, mas anos depois, outro gênio prova que estava errado. Célebres juristas descobrem brechas na legislação, mudam o modo de ver a lei e anos mais tarde, sua descoberta ajuda a libertar um assassino da cadeia. Abnegados cientistas descobrem a cura para uma doença cruel, mas nunca verão um paciente ser salvo por ela, pois não interessa financeiramente ao laboratório colocá-la nos balcões das farmácias.

Enquanto isso, os cachorros nos servem como guardas, companheiros, guias... A troco de que? Um pote de ração, uma tigela de água e um pouco de cafuné no final do dia. Com o que seres assim podem colaborar com nosso mundo?

Em nossa busca constante e árdua por um mundo melhor, muitas vezes derrubamos nossos próprios amigos, mas sempre por uma boa causa, uma promoção, uma namorada mais bonita, uma vaga melhor na garagem do prédio. São perdas necessárias para que os mais fortes possam sempre impulsionar o mundo no sentido certo! Quem não agüenta o ritmo não tem direito a liderar o mundo.

Mas os cachorros, não. Sempre ao nosso lado, não importa se não olhamos para ele, se esquecemos de deixar seu pote de comida cheio, ou se descontamos neles nossas raivas e frustrações. Muitas vezes abandonado à própria sorte, deixado para morrer em um beco escuro, a única coisa que este animal irracional gostaria era de voltar para o seu dono novamente. Como um ser assim, poderia nos levar à evolução da espécie?

Então eu lhe pergunto: o que um animal irracional como este pode fazer pelo mundo? O que ele pode fazer por você?

Talvez, se um dia você perder uma oportunidade ou um emprego, se sua conta bancária perder alguns dígitos e se você perceber que as pessoas que o cercavam não estão mais ali, tenha uma certeza: seu cachorro estará!

Quando a vida lhe deixar marcas no rosto e sua beleza não for mais tão intensa, a ponto de arrastar fãs por onde passa, saiba que para o seu companheiro de quatro patas, nada disso importa.

Quando o amor da sua vida se encantar por outros olhos e você perder seu chão, saiba que ao seu lado está um presente de Deus, que lhe amará por toda a sua vida, incondicionalmente.

Realmente, os animais não vão melhorar o mundo. Isso depende só de nós.

Porque eles, os “irracionais”, já estão muito mais adiantados que nós!

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sábado, 15 de agosto de 2009

O Cachorro da Moda

Este foi o meu primeiro texto e a inspiração para criar os meus blogs. Não sei porque, só agora estou postando aqui, apesar dele estar em alguns outros sites.

Espero que gostem e comentem.

O Cachorro da Moda

"Quando eu era pequeno e passeava pelas ruas de São Paulo, era muito comum ver no quintal das casas cachorros que me fascinavam. Quem não queria ter um Pastor Alemão e se sentir como aquele garotinho, dono do Rin-Tin-Tin? Ou uma Collie e ter um cachorro quase humano como a Lassie? Melhor ainda, um São Bernardo, com seu barrilzinho preso no pescoço salvando pessoas perdidas nas geleiras paulistanas? Quem não queria ser protegido por um Doberman como nos filmes de ação? Ou ter um Sheepdog gigantesco como o Digby e aterrorizar sua vizinhança?

Em casa eu ainda não podia ter um cachorro, pois minha mãe tinha horror a sujeira. Mas da casa da minha bisavó eu ainda guardo a lembrança de um “CÃO POLICIAL”, o Mate. Para mim se tratava de um cachorro enorme, com o pelo brilhante, que me despertava amor e medo em proporções iguais. Os adultos faziam muito alarde por ele ser bravo, mas nunca nenhum dos netos sequer se arranhou.

Alguns anos se passaram, mas a minha mãe não mudou de opinião. Eu já não via mais aqueles cachorros da minha infância nas ruas. Agora eram muitos Cockers. Quem não se apaixonou por um deles, pelo menos na vida, com aquele olhar pidão? Via passeando 101 Dálmatas em cada quarteirão e o carrancudo Boxer, que poderia ser tema de música para ninar, assustando criancinhas, mas que na realidade é uma babá de primeira.

Os cães de guarda também mudaram, os pastores não eram mais alemães, e sim Belgas ou Suíços, os elegantes Dobermans deram lugar ao mal humorado Rotweiller, tão mal compreendido. Mas o que mais me marcou nessa fase da minha vida foi uma VIRA-LATA que encontramos perdida e prenha numas férias em Ubatuba. Demos abrigo, comida, um nome (Samantha) e ajudamos a nascer e a encontrar um lar para todos os seus filhotes. Engraçado, sempre que alguém da família lembra dela, dizemos que nós a achamos, mas hoje vejo perfeitamente que ela nos achou.

Finalmente chegou a minha fase adulta e pude dar vazão a alguns sonhos. Como não poderia deixar passar, meu primeiro cão. Um Dog Alemão, lindo demais, doce demais (mas que ninguém chegasse muito perto). O nome dele era Bacco e eu o guardo no coração até hoje. Depois dele vieram Balboa, Sherlock e Bacci, respectivamente um Boxer, um Basset Hound e uma Cocker.
Três cachorros maravilhosos. O Balboa expressava um amor por nós como poucos. O Sherlock se virava em três para acompanhar os outros dois e a Bacci, que em um livro não conseguiria dizer tudo que tenho a dizer dela...era um anjo de quatro patas, com o perdão do clichê.

Mais alguns anos se passaram e os quintais mudaram de donos novamente. Golden Retrivers e Labradores passeando pelas praças. O Maltês que veio junto com a internet gratuita. Impossível passar dez minutos num pet shop sem ver um Lhasa Apso. E nosso amigo Rotweiller foi desbancado pelo polêmico Pitbull.

Hoje, em 2007, eu tenho uma SRD, o famoso SEM RAÇA DEFINIDA. Sem dúvida, foi um presente da Bacci, que morreu no começo do ano, entregue pelas mãos da Marta e do Mauro.

Não tenho medo de dizer que, em apenas três meses, essa cachorrinha salvou a sanidade mental de duas pessoas, trouxe de volta alegria de nossa casa, mudou as brincadeiras com meus filhos e nos trouxe de volta um sentimento de amor incondicional que só um cachorro pode oferecer.

O dia não está completo sem que ela me acorde lambendo o rosto, ou que persiga a bola quando jogo futebol com meus filhos, ou que a Mari tenha que levá-la no colo até o muro para ela ver o movimento da rua, ou que ela me desaloje do meu travesseiro. Essa cachorra há três meses estava na rua, prenha, suja, machucada, desnutrida e inteira coberta de pulgas e carrapatos. E por que? Porque ela não nasceu com pedigree. Porque ela não está na “moda”.

O mais irônico nessa história toda, é que a moda passa ao longo dos anos. Passam os pastores, dobermans, rotweillers, poodles, pequineses... Que fique claro que não tenho absolutamente nada contra eles, muito pelo contrário, mas o bom e velho VIRA-LATA nunca sai de moda.

O amor, a fidelidade e a gratidão que um animalzinho deste traz consigo, não é algo que se encontre em livros sobre cães de raça. Não quero com isso dizer que eles sejam melhores ou piores que qualquer outro. Quero dizer apenas que eles são diferentes, eles são únicos, eles são “a nossa cara”.

De todos os relatos que eu li sobre adotantes, acho que não passou um que não dissesse exatamente isso em seus textos. Os animais adotados se encaixam em nossas vidas e em nossos hábitos de uma forma tão maravilhosa, que quando nos damos conta, percebemos que eles fazem parte de cada segundo do nosso dia. Eles se adaptam e se contentam com o que podemos oferecer, e para eles isso é mais do que o suficiente.


É mais do que eles poderiam querer. Talvez por terem conhecido de perto as dificuldades de sobreviver nas ruas, eles dão valor a cada segundo ao nosso lado, sob um teto seguro, com comida, água e carinho garantidos.

Então quando ouço pessoas dizendo da nossa coragem, ou da nossa bondade, ou do nosso desprendimento em adotar um cachorro vindo da rua, só posso dar risada e ter comigo a certeza de que apenas quem nunca teve a oportunidade de ser adotado por eles, pode pensar dessa forma.

Eu amo minha cachorra e agradeço a Deus por ela ter me encontrado e por ter colocado na Terra pessoas como o Mauro e a Marta, com certeza seus mensageiros, que dedicam parte de sua vida e seus recursos para trazer à pessoas desconhecidas a chance de viver tudo isso.

Obrigado Bacci, obrigado Bechamel, obrigado Mauro e Marta, obrigado Mah. Eu lhes serei eternamente grato. "

(Alexandre Brendim)

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Bechamel e seus amigos

Este é o primeiro vídeo que fiz.

A intenção de publicá-lo é para que as pessoas possam perceber, como uma cachorrinha de rua, pôde mudar a vida de toda nossa família.

Se o video agradar, eu me aventuro a fazer o segundo, rsrs...

Com vocês, Bechamel e alguns cachorros que ajudamos a doar:

"De grande significação reconhecer que muito mais importante, para qualquer de nós na vida, não é bem aquilo que nos sucede, mas justamente aquilo que fazemos acontecer"

(Emmanuel, por Chico Xavier)

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