quarta-feira, 1 de abril de 2009

Smoky a cadela soldado


Smoky, uma Yorkshire Terrier, nasceu em 1943, mas foi encontrada perdida na floresta da Nova Guiné em 1944.

Tudo levava a crer, que ela pertencia aos japoneses, mas ao ser levada à um campo de concentração, não respondia a nenhum comando em japonês, muito menos em inglês.

Smoky foi então vendida por US$ 6,44 (dinheiro este, usado nos jogos de poker), ao cabo William A. Wynne, que servia no esquadrão aéreo de reconhecimento fotográfico. A partir deste dia, eles nunca mais se separaram.

Nos dois anos seguinte, Smoky e William participaram juntos de diversas missões, sobrevivendo às duras condições climáticas da floresta da Guiné e Rock Island.

Smoky dormia na tenda jundo com William, em uma mochila preparada para isso e dividiam a ração de comida que lhe era cabida. Ela não recebia comida especial, nem tratamento médico, no entanto, nunca ficou doente.

Smoky realizou doze missões de combate e ganhou oito estrelas de batalha. Ela sobreviveu a cento e cinquenta raids aéreos na Nova Guiné e atravessou um furacão em Okinawa. Ela pulou de ma torre de trinta pés, com um para-quedas especialmente feito para ela. Smoky ainda salvou a vida de William e outros soldados ao longo da guerra.

Nas horas vagas, Smoky aprendeu vários truques e entretia as tropas, truques estes, que depois foram usados nos hospitais para animar os pacientes feridos de guerra. Esta nova missão, lhe garantiu da revista Yank Down Unde o prêmio de "Mascote Campeã do Sudoeste do Pacífico".

Ela se tornou heroina novamente, quando ajudou os engenheiros a construirem a base aérea do Golfo de Lingayen, Luzon. Eles precisavam passar um cabo de telégrafo, por um conduite de setenta pés e penas 8 polegadas de diâmetro, apenas Smoky, com seus 2 kilos, poderia realizar o feito.

Smoky ajudou também em um trabalho de escavação, que iria durar três dias com métodos normais, em apenas algums minutos, sem por em perigo nenhum soldado, nem a missão de transporte dos caças de reconhecimento.
Ao voltar para os EUA, Smoky e William, foram saudados como heróis e seus feitos foram divulgados por toda a imprensa, tornando-a famosa pelo país inteiro, tanto que, nos dez anos seguintes, a dupla viajou fazendo apresentações, aparecendo em programas de televisão, divertindo os veteranos de guerra nos hospitais e até estrelando filmes.

Foi erguido um monumento à Smoky em Eastlake Doggy Park, Cleveland, onde diz: "O menor soldado da II Guerra Mundial e o mais famoso cão de guerra". No Dia do Veterano de 2005, uma nova escultura foi criada em Cleveland Metroparks, na Reserva de Rocky River, em Ohio, esculpida por Susan Bahary perpetua uma famosa foto dela, onde ela está sentada dentro de um capacete de guerra(primeira foto).
Segundo investigações do Animal Planet, Smoky foi o primeiro cachorro terapeuta que se tem registro, seu trabalho começou em 1944 no 233º Station Hospital na Nova Guiné, onde ela acompanhava as enfermeiras que cuidavam das vítimas da invasão da Ilha Biak, foram doze anos de serviços prestados nesta área.
Smoky agora virou livro " Yorkie Doodle Dandy" e você pode comprá-lo no Amazon, através deste link: Yorkie Doodle Dandy

Após a morte de Smoky, seu obituário foi publicado, contando seus feitos. Foi então que Grace Guderian ligou para William e lhe contou, que em 1944 ela trabalhava como enfermeira na Nova Guiné e havia ganho de natal uma Yorkshire de natal, chamada Christmas, mas ela havia perdido a cachorra, bem próxima do local onde Smoky foi encontrada.
Coincidência ou não, Smoky sempre respondia quando ouvia a palavra Christmas...

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Lisha, uma Mãezona


Uma cadela labradora de nove anos de idade vem garantindo o bem-estar de vários filhotes de animais selvagens há nove anos na África do Sul.

Lisha, a labradora, atua como mãe adotiva dos filhotes orfãos ou rejeitados pelas mães biológicas no Cango Wildlife Ranch, um parque em um rancho na região de Oudtshoorn, na África do Sul.

"Ela já cuidou de mais de 80 animais", afirma o proprietário da cadela, Rob Hall, que é diretor do parque. "Os filhotes a tratam como se fosse mãe, tentam mamar nas tetas dela, pulam em cima dela, mordem as orelhas, e ela também cheira, lambe e cuida dos filhotes."

Hall conta que, quando chegou ao rancho, a antiga moradora tinha uma labradora que havia cuidado de um filhote de leão rejeitado pela mãe biológica. Ele gostou da idéia e decidiu manter a tradição.

"Os labradores e os retrievers são raças conhecidas por sua docilidade", disse Hall. "Eles normalmente agem como mães adotivas, se preciso."

Espécies ameaçadas

O rancho abriga 47 espécies de animais e répteis, incluindo espécies ameaçadas. Lisha já "adotou" filhotes de leopardo, tigre, um hipopótamo pigmeu, uma espécie de raposa local e até um porco-espinho.

"Eu diria que Lisha esteve envolvida com filhotes de outras espécies que precisavam de cuidados desde as oito semanas de vida", diz Hall. "Nossa casa sempre esteve cheia desses filhotes, a gente trazia eles para cá, Lisha se interessava e começava a conviver com eles."

"Alguns dos vizinhos também deixam animais selvagens, que eles encontram feridos, para que nós cuidemos." "Teve uma vez que Lisha cuidou de oito filhotes de leopardo de uma vez", recorda. "Só de leopardos, acho que ela já cuidou de mais de 30." "No momento, ela está cuidando de três filhotes de tigre branco, lindos."
Instinto

Lisha nunca foi ferida por nenhum dos filhotes, mas uma vez que eles passam a comer alimentos sólidos, normalmente são levados para outra instalação, ou são soltos no parque. Quando isso acontece, diz Hall, o contato entre a mãe e os filhotes adotivos termina. "O instinto predador dos felinos é muito forte", afirma o diretor do parque.

"Normalmente, trazemos uma caixa com os filhotes rejeitados para casa, ela vem, cheira os filhotes, começa a lambê-los e começa a cuidar deles imediatamente", descreve Hall. "Acho que é parte da personalidade dela." Apesar do forte instinto maternal, Lisha nunca teve uma ninhada própria.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A História de Hachiko

O mais lindo e conhecido conto no Japão é o Chuken Hachiko (O Fiel Hachiko).

Sua história foi retratada em um filme e em um livro chamado "A História de Hachiko". Hachiko era um cão da raça Akita nascido por volta do mês de novembro de 1923.

Seu proprietário era o Professor Dr. Eisaburo Ueno do Departamento de Agricultura da Universidade Imperial. Eles viviam em um bairro do subúrbio, próximo à estação de Shibuya, em Tókio.

Todas as manhãs Hachiko acompanhava o Professor Ueno até a estação de trem. Ao final da tarde ela o aguardava e o acompanhava de volta para a casa.

No dia 21 de maio de 1925 Hachiko, como de costume, esperou o Professor Ueno chegar no trem das 16:00 horas. Mas naquele dia ele não voltaria para casa, pois havia sofrido um acidente vascular cerebral na Universidade.

Parentes e amigos do Professor Ueno passaram a cuidar de Hachiko, que continuou indo todos os dias à estação de Shibuya para esperá-lo voltar do trabalho.

Os anos se passaram e os problemas de saúde foram surgindo e mesmo com dificuldades para andar, sua rotina diária prosseguiu até o dia 7 de março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo local em que todos os dias aguardou a chegada do Professor Ueno.

Tanto o Professor Eisaburo Ueno quanto Hachiko estão sepultados no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tókio.

Devido à sua lealdade, Hachiko foi imortalizado em uma pequena estátua de bronze esculpida por Teru Ando (falecido durante a II Guerra Mundial) e colocada na estação de Shibuya.

Durante a II Guerra Mundial, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachiko. No ano de 1948 o filho do escultor da estátua original, Takeshi Ando, foi contratado para criar uma réplica daquela estátua. Depois de terminada, foi posta no mesmo lugar da anterior.

Ainda hoje, todos que transitam pela estação de Shibuya podem ver a estátua de Hachiko, eternizando a história do amor de um cão por seu dono e a incrível lealdade da raça.

A lealdade dos cães da raça Akita já era conhecida pelo povo japonês há muito tempo. Em uma certa região do Japão, incontáveis são as histórias de cães desta raça que perderam suas vidas ao defenderem a vida de seu proprietários.

Onde quer que estejam e para onde quer que vão, têm sempre "um dos olhos" voltados para aqueles que deles cuidam. Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japônês, tendo sido proibida sua exportação.

Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu Akita, o governo japonês assume sua guarda.

Devido a todas as suas qualidades, uma das províncias japonesas recebe seu nome, Akita-Ken.

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