quinta-feira, 9 de julho de 2009

Old Shep, Sempre Fiel

No verão de 1936 um pastor de ovelhas ficou doente e foi levado a Fort Benton, Montana para se tratar. Old Shep, seu Border Collie, foi junto com ele, mas o pastor não resistiu e morreu poucos dias depois.

Seu corpo foi enviado de volta para seus parentes e Old Shep viu, com muito nervosismo, o caixão ser colocado no vagão de carga do trem e ir embora. Ninguém se lembra o nome do pastor, mas Old Shep ficou conhecido por todos nos anos seguintes.

Nos seus 5 anos e meio de vida depois da morte do pastor, Old Shep montou vigilia na estação de trem, sempre esperando pela volta do seu companheiro, saudando, em vão, cada um dos quatro trens que passavam diariamente por ali.

Old Shep foi "descoberto" pelo programa Ripley's "Acredite se Quiser" e se tornou uma sensação durante aquela era de depressão ao qual passavam os EUA.

Cartas chegavam, escolas infantis mandavam presentes de natal, diversos viajantes desviavam-se de seus destinos, apenas para ver aquele "sempre fiel" cachorro na estação, esperando pelo pastor, que nunca veio.

Tragicamente, em 12 de dezembro de 1942, um velho e surdo Old Shep, não percebeu que o trem das 10:17 chegava e acabou escorrengando nos trilhos congelados, sem conseguir fugir.

Seu obituário foi transmitido pelas duas agências de notícias e seu funeral foi realizado dois dias depois, na presença de centenas de pessoas, a guarda de honra e uma mortalha onde vinha escrito:

"Louvor a um cão", originalmente escrito para um companheiro e bravo cachorro "Old Drum" e foi lido pelo ministro da cidade.

Old shep foi enterrado em um morro solitário, olhando para baixo em direção a estação de trem. A Great Northern Railroad construiu um pequeno obelisco, com uma madeira escrito Shep nela, logo abaixo, pedras brancas também com o escrito Shep. Ela ficava iluminada a noite e os condutores dos trens apontavam indicando aos seus passageiros.

Mas as linhas de trem logo pararam de passar por Fort Benton e a sepultura de Shep virou ruína.

Alguns fãs de Old Shep no entanto, motivado por Paul Harvey, em 1988 decidiram reformar e restaurar a sepultura e o monumento. A placa agora é de aço e as luzes funcionam novamente.

O local agora é mantido pela Kiwanis Key Club, a Sociedade de Melhorias Comunitárias de Fort Benton e um parque com estacionamento e trilhas para caminhadas, construída em volta do monumento. Agora para visitar a sepultura é fácil.

Na cidade, o Museu do Alto Missouri, mostra a coleira e a tigela de comida de Old Shep. É um dos muitos lugares que vendem as moedas de Shep.


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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A História de Hachiko

O mais lindo e conhecido conto no Japão é o Chuken Hachiko (O Fiel Hachiko).

Sua história foi retratada em um filme e em um livro chamado "A História de Hachiko". Hachiko era um cão da raça Akita nascido por volta do mês de novembro de 1923.

Seu proprietário era o Professor Dr. Eisaburo Ueno do Departamento de Agricultura da Universidade Imperial. Eles viviam em um bairro do subúrbio, próximo à estação de Shibuya, em Tókio.

Todas as manhãs Hachiko acompanhava o Professor Ueno até a estação de trem. Ao final da tarde ela o aguardava e o acompanhava de volta para a casa.

No dia 21 de maio de 1925 Hachiko, como de costume, esperou o Professor Ueno chegar no trem das 16:00 horas. Mas naquele dia ele não voltaria para casa, pois havia sofrido um acidente vascular cerebral na Universidade.

Parentes e amigos do Professor Ueno passaram a cuidar de Hachiko, que continuou indo todos os dias à estação de Shibuya para esperá-lo voltar do trabalho.

Os anos se passaram e os problemas de saúde foram surgindo e mesmo com dificuldades para andar, sua rotina diária prosseguiu até o dia 7 de março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo local em que todos os dias aguardou a chegada do Professor Ueno.

Tanto o Professor Eisaburo Ueno quanto Hachiko estão sepultados no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tókio.

Devido à sua lealdade, Hachiko foi imortalizado em uma pequena estátua de bronze esculpida por Teru Ando (falecido durante a II Guerra Mundial) e colocada na estação de Shibuya.

Durante a II Guerra Mundial, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachiko. No ano de 1948 o filho do escultor da estátua original, Takeshi Ando, foi contratado para criar uma réplica daquela estátua. Depois de terminada, foi posta no mesmo lugar da anterior.

Ainda hoje, todos que transitam pela estação de Shibuya podem ver a estátua de Hachiko, eternizando a história do amor de um cão por seu dono e a incrível lealdade da raça.

A lealdade dos cães da raça Akita já era conhecida pelo povo japonês há muito tempo. Em uma certa região do Japão, incontáveis são as histórias de cães desta raça que perderam suas vidas ao defenderem a vida de seu proprietários.

Onde quer que estejam e para onde quer que vão, têm sempre "um dos olhos" voltados para aqueles que deles cuidam. Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japônês, tendo sido proibida sua exportação.

Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu Akita, o governo japonês assume sua guarda.

Devido a todas as suas qualidades, uma das províncias japonesas recebe seu nome, Akita-Ken.

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