sexta-feira, 27 de março de 2009

Apenas um Cão

"Durante o tratamento de Grace e após a sua morte, escutei de algumas pessoas: 'Pára com isso! É apenas um cão!'
Ou então: 'Mas é muito dinheiro para se gastar com isso! É apenas um cão!'

Algumas pessoas não sabem do caminho percorrido, do tempo gasto ou dos custos que significam 'apenas um cão'.

Muitos dos meus melhores momentos me foram trazidos por 'apenas um cão'.

Por muitas horas em minha vida, minha melhor companhia era 'apenas um cão'.

Muitas de minhas tristezas foram amenizadas por 'apenas um cão'.

E naqueles dias ruins, em que nada deu certo, eu tive o toque gentil de 'apenas um cão'.

'Apenas um cão' faz aflorar em mim a compaixão e o amor pelo próximo.

Por causa de 'apenas um cão', eu olho com mais amor para o futuro. Porque para mim e para pessoas como eu, não se trata de 'apenas um cão', mas da incorporação de todos os sonhos e esperanças, das lembranças afetuosas do passado, da pura felicidade do momento presente.

'Apenas um cão' me faz uma pessoa melhor a cada dia. E eu espero que, algum dia, as pessoas possam entender que não é 'apenas um cão', mas aquilo que nos torna mais humanos e nos permite não ser 'apenas um ser humano'...

Então, todas as vezes em que escutamos de pessoas a frase: 'é apenas um cão...' devemos apenas sorrir para elas, porque elas apenas não entendem o que é ter verdadeiramente, incondicionalmente, um amigo."
(anônimo)


Este texto reflete uma situação pela qual os amantes de animais certamente já passaram. Infelizmente, desconheço a autoria.
O nome do animal pode mudar, bem como sua espécie.
Mas o amor, certamente, é o mesmo.
E só quem perdeu um amigo pode saber o que faria por "apenas mais um dia"...

Dedicado a Bacci, "apenas uma cocker spaniel" que me deu o maior amor do mundo, e, infelizmente, partiu em 2007, levando um pouco de mim e deixando muito de si.
A gente se vê quando for a minha vez, Baccinha.
Mari Nogueira
PS. Este texto foi postado pela minha esposa, a melhor Mãe de Cachorro do mundo!
PS2. Bacci foi a melhor cachorra do mundo, através do amor dela e por ela, nossas vidas mudaram completamente. Ela que nos trouxe a Bechamel.
Nós te amamos Bacci!!

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A História de Hachiko

O mais lindo e conhecido conto no Japão é o Chuken Hachiko (O Fiel Hachiko).

Sua história foi retratada em um filme e em um livro chamado "A História de Hachiko". Hachiko era um cão da raça Akita nascido por volta do mês de novembro de 1923.

Seu proprietário era o Professor Dr. Eisaburo Ueno do Departamento de Agricultura da Universidade Imperial. Eles viviam em um bairro do subúrbio, próximo à estação de Shibuya, em Tókio.

Todas as manhãs Hachiko acompanhava o Professor Ueno até a estação de trem. Ao final da tarde ela o aguardava e o acompanhava de volta para a casa.

No dia 21 de maio de 1925 Hachiko, como de costume, esperou o Professor Ueno chegar no trem das 16:00 horas. Mas naquele dia ele não voltaria para casa, pois havia sofrido um acidente vascular cerebral na Universidade.

Parentes e amigos do Professor Ueno passaram a cuidar de Hachiko, que continuou indo todos os dias à estação de Shibuya para esperá-lo voltar do trabalho.

Os anos se passaram e os problemas de saúde foram surgindo e mesmo com dificuldades para andar, sua rotina diária prosseguiu até o dia 7 de março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo local em que todos os dias aguardou a chegada do Professor Ueno.

Tanto o Professor Eisaburo Ueno quanto Hachiko estão sepultados no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tókio.

Devido à sua lealdade, Hachiko foi imortalizado em uma pequena estátua de bronze esculpida por Teru Ando (falecido durante a II Guerra Mundial) e colocada na estação de Shibuya.

Durante a II Guerra Mundial, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachiko. No ano de 1948 o filho do escultor da estátua original, Takeshi Ando, foi contratado para criar uma réplica daquela estátua. Depois de terminada, foi posta no mesmo lugar da anterior.

Ainda hoje, todos que transitam pela estação de Shibuya podem ver a estátua de Hachiko, eternizando a história do amor de um cão por seu dono e a incrível lealdade da raça.

A lealdade dos cães da raça Akita já era conhecida pelo povo japonês há muito tempo. Em uma certa região do Japão, incontáveis são as histórias de cães desta raça que perderam suas vidas ao defenderem a vida de seu proprietários.

Onde quer que estejam e para onde quer que vão, têm sempre "um dos olhos" voltados para aqueles que deles cuidam. Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japônês, tendo sido proibida sua exportação.

Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu Akita, o governo japonês assume sua guarda.

Devido a todas as suas qualidades, uma das províncias japonesas recebe seu nome, Akita-Ken.

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