sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Minha Familia, Minha Vida

Você foi despedido?

Acabou de se divorciar?

Descobriu que tem uma doença grave?

É inevitável. Ao longo de nossas vidas passaremos por momentos difíceis, onde o chão parecerá faltar e não conseguiremos enxergar a luz no final do túnel.

Em situações assim, é muito comum que a gente acabe fugindo através de atitudes que, ao invés de iluminar o caminho, nos levam para o fundo do poço.

Alguns descarregam suas frustrações e tristezas no cigarro, acendendo um atrás do outro, na esperança de que seus problemas desapareçam junto com a fumaça.

Eu não fumo!

Outros mergulham no álcool, uma droga legalizada e socialmente aceita, que já acabou com muitas famílias e que nunca tirou ninguém do buraco.

Eu não bebo!

Ainda existem pessoas que, em seu profundo desespero, apelam para drogas e se iludem, pelo menos por alguns instantes, que o mundo é colorido e que possuem super poderes. Pena que eles desaparecem tão rápido quanto vieram.

Eu não uso drogas!

Então como supero meus problemas, minhas agonias, minhas frustrações?

Eu tenho dois filhos que, pelo simples fato de existirem, já me conduzem com toda a força, para ser melhor a cada dia. Sou divorciado e nem sempre eles estão comigo, para abraçar e beijar, mas ainda assim me trazem a convicção do que realmente importa na vida.

Tenho uma esposa maravilhosa, que mudou minha vida, que me faz ser uma pessoa melhor a cada instante que estou ao seu lado, uma companheira que poucos no mundo terão a sorte de ter, como eu tenho.

Mas tenho também, a presença de quatro terapeutas especializados em minha vida.

Uma se chama Bechamel. Ela, com seu amor incondicional, me mostra que nós temos que expressar sempre nossos sentimentos às pessoas que amamos. Não sabemos se estaremos juntos amanhã. É preciso abraçar, beijar, dizer e demonstrar com atitudes hoje!

Outro se chama Bugatti. Com seu espírito livre, me mostra que temos que ter nossa mente sempre jovem, apesar do corpo envelhecer. Ver o mundo com os olhos de uma criança, mas com a razão de um adulto e aproveitar a vida ao máximo.

O terceiro é o Bruno. Um sujeito sério e fiel, que me mostra que temos que passar segurança para nossos entes queridos, mostrando que estamos ao seu lado para o que der e vier e que ele pode contar conosco. Pois mesmo que pareça que não existe saída, ela sempre aparece para quem não desiste.

E por fim, a Bisteca, um doce de cachorra. Para ela, estar ao nosso lado é o suficiente. Ela me mostra sempre que o bom da vida é a simplicidade. Não precisamos de luxo ou mordomias para sermos felizes, basta estar, como eu, ao lado de filhos sensacionais, uma esposa maravilhosa e quatro cachorros tirados da rua, direto para os nossos corações.

É assim que eu supero todos os meus problemas. E você, como faz?

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Animal Irracional

No mundo atual, parece que se multiplicam os ativistas e defensores dos direitos dos animais. Será que não percebem que eles são seres inferiores? Não vêem que o homem, único animal racional, com sua busca constante por melhorias e conhecimento, tem por direito estar no comando do planeta e assim sendo, dominar espécies inferiores, para que sirvam aos seus propósitos, diversão e alimento?


Nossa inteligência superior sempre nos move a buscar algo melhor do que temos hoje. Buscamos constantemente um padrão de beleza, onde a tonalidade dos olhos, o brilho do cabelo, a altura, peso e cor da pele, nos fazem sentir, os donos do mundo. Mas o tempo, as tristezas, as decepções e traições, transformam a pele lisa em outra, enrugada. O brilho dos olhos se apaga. Os cabelos começam a cair e quem era rei, perde sua majestade.

Já os cachorros, seres inferiores que são, mal conseguimos determinar sua idade. Não se cuidam, não fazem regime, não usam maquiagem e não se importam com nada disso. No entanto, nascem, crescem e morrem praticamente iguais, o sonho de consumo de muita gente. Como um ser assim poderia trazer beleza ao mundo?

Nós, humanos, estudamos muito, trabalhamos muito, pesquisamos muito. Grandes homens passam a vida dedicados a uma única tese, se tornam celebridades, mas anos depois, outro gênio prova que estava errado. Célebres juristas descobrem brechas na legislação, mudam o modo de ver a lei e anos mais tarde, sua descoberta ajuda a libertar um assassino da cadeia. Abnegados cientistas descobrem a cura para uma doença cruel, mas nunca verão um paciente ser salvo por ela, pois não interessa financeiramente ao laboratório colocá-la nos balcões das farmácias.

Enquanto isso, os cachorros nos servem como guardas, companheiros, guias... A troco de que? Um pote de ração, uma tigela de água e um pouco de cafuné no final do dia. Com o que seres assim podem colaborar com nosso mundo?

Em nossa busca constante e árdua por um mundo melhor, muitas vezes derrubamos nossos próprios amigos, mas sempre por uma boa causa, uma promoção, uma namorada mais bonita, uma vaga melhor na garagem do prédio. São perdas necessárias para que os mais fortes possam sempre impulsionar o mundo no sentido certo! Quem não agüenta o ritmo não tem direito a liderar o mundo.

Mas os cachorros, não. Sempre ao nosso lado, não importa se não olhamos para ele, se esquecemos de deixar seu pote de comida cheio, ou se descontamos neles nossas raivas e frustrações. Muitas vezes abandonado à própria sorte, deixado para morrer em um beco escuro, a única coisa que este animal irracional gostaria era de voltar para o seu dono novamente. Como um ser assim, poderia nos levar à evolução da espécie?

Então eu lhe pergunto: o que um animal irracional como este pode fazer pelo mundo? O que ele pode fazer por você?

Talvez, se um dia você perder uma oportunidade ou um emprego, se sua conta bancária perder alguns dígitos e se você perceber que as pessoas que o cercavam não estão mais ali, tenha uma certeza: seu cachorro estará!

Quando a vida lhe deixar marcas no rosto e sua beleza não for mais tão intensa, a ponto de arrastar fãs por onde passa, saiba que para o seu companheiro de quatro patas, nada disso importa.

Quando o amor da sua vida se encantar por outros olhos e você perder seu chão, saiba que ao seu lado está um presente de Deus, que lhe amará por toda a sua vida, incondicionalmente.

Realmente, os animais não vão melhorar o mundo. Isso depende só de nós.

Porque eles, os “irracionais”, já estão muito mais adiantados que nós!

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sábado, 15 de agosto de 2009

O Cachorro da Moda

Este foi o meu primeiro texto e a inspiração para criar os meus blogs. Não sei porque, só agora estou postando aqui, apesar dele estar em alguns outros sites.

Espero que gostem e comentem.

O Cachorro da Moda

"Quando eu era pequeno e passeava pelas ruas de São Paulo, era muito comum ver no quintal das casas cachorros que me fascinavam. Quem não queria ter um Pastor Alemão e se sentir como aquele garotinho, dono do Rin-Tin-Tin? Ou uma Collie e ter um cachorro quase humano como a Lassie? Melhor ainda, um São Bernardo, com seu barrilzinho preso no pescoço salvando pessoas perdidas nas geleiras paulistanas? Quem não queria ser protegido por um Doberman como nos filmes de ação? Ou ter um Sheepdog gigantesco como o Digby e aterrorizar sua vizinhança?

Em casa eu ainda não podia ter um cachorro, pois minha mãe tinha horror a sujeira. Mas da casa da minha bisavó eu ainda guardo a lembrança de um “CÃO POLICIAL”, o Mate. Para mim se tratava de um cachorro enorme, com o pelo brilhante, que me despertava amor e medo em proporções iguais. Os adultos faziam muito alarde por ele ser bravo, mas nunca nenhum dos netos sequer se arranhou.

Alguns anos se passaram, mas a minha mãe não mudou de opinião. Eu já não via mais aqueles cachorros da minha infância nas ruas. Agora eram muitos Cockers. Quem não se apaixonou por um deles, pelo menos na vida, com aquele olhar pidão? Via passeando 101 Dálmatas em cada quarteirão e o carrancudo Boxer, que poderia ser tema de música para ninar, assustando criancinhas, mas que na realidade é uma babá de primeira.

Os cães de guarda também mudaram, os pastores não eram mais alemães, e sim Belgas ou Suíços, os elegantes Dobermans deram lugar ao mal humorado Rotweiller, tão mal compreendido. Mas o que mais me marcou nessa fase da minha vida foi uma VIRA-LATA que encontramos perdida e prenha numas férias em Ubatuba. Demos abrigo, comida, um nome (Samantha) e ajudamos a nascer e a encontrar um lar para todos os seus filhotes. Engraçado, sempre que alguém da família lembra dela, dizemos que nós a achamos, mas hoje vejo perfeitamente que ela nos achou.

Finalmente chegou a minha fase adulta e pude dar vazão a alguns sonhos. Como não poderia deixar passar, meu primeiro cão. Um Dog Alemão, lindo demais, doce demais (mas que ninguém chegasse muito perto). O nome dele era Bacco e eu o guardo no coração até hoje. Depois dele vieram Balboa, Sherlock e Bacci, respectivamente um Boxer, um Basset Hound e uma Cocker.
Três cachorros maravilhosos. O Balboa expressava um amor por nós como poucos. O Sherlock se virava em três para acompanhar os outros dois e a Bacci, que em um livro não conseguiria dizer tudo que tenho a dizer dela...era um anjo de quatro patas, com o perdão do clichê.

Mais alguns anos se passaram e os quintais mudaram de donos novamente. Golden Retrivers e Labradores passeando pelas praças. O Maltês que veio junto com a internet gratuita. Impossível passar dez minutos num pet shop sem ver um Lhasa Apso. E nosso amigo Rotweiller foi desbancado pelo polêmico Pitbull.

Hoje, em 2007, eu tenho uma SRD, o famoso SEM RAÇA DEFINIDA. Sem dúvida, foi um presente da Bacci, que morreu no começo do ano, entregue pelas mãos da Marta e do Mauro.

Não tenho medo de dizer que, em apenas três meses, essa cachorrinha salvou a sanidade mental de duas pessoas, trouxe de volta alegria de nossa casa, mudou as brincadeiras com meus filhos e nos trouxe de volta um sentimento de amor incondicional que só um cachorro pode oferecer.

O dia não está completo sem que ela me acorde lambendo o rosto, ou que persiga a bola quando jogo futebol com meus filhos, ou que a Mari tenha que levá-la no colo até o muro para ela ver o movimento da rua, ou que ela me desaloje do meu travesseiro. Essa cachorra há três meses estava na rua, prenha, suja, machucada, desnutrida e inteira coberta de pulgas e carrapatos. E por que? Porque ela não nasceu com pedigree. Porque ela não está na “moda”.

O mais irônico nessa história toda, é que a moda passa ao longo dos anos. Passam os pastores, dobermans, rotweillers, poodles, pequineses... Que fique claro que não tenho absolutamente nada contra eles, muito pelo contrário, mas o bom e velho VIRA-LATA nunca sai de moda.

O amor, a fidelidade e a gratidão que um animalzinho deste traz consigo, não é algo que se encontre em livros sobre cães de raça. Não quero com isso dizer que eles sejam melhores ou piores que qualquer outro. Quero dizer apenas que eles são diferentes, eles são únicos, eles são “a nossa cara”.

De todos os relatos que eu li sobre adotantes, acho que não passou um que não dissesse exatamente isso em seus textos. Os animais adotados se encaixam em nossas vidas e em nossos hábitos de uma forma tão maravilhosa, que quando nos damos conta, percebemos que eles fazem parte de cada segundo do nosso dia. Eles se adaptam e se contentam com o que podemos oferecer, e para eles isso é mais do que o suficiente.


É mais do que eles poderiam querer. Talvez por terem conhecido de perto as dificuldades de sobreviver nas ruas, eles dão valor a cada segundo ao nosso lado, sob um teto seguro, com comida, água e carinho garantidos.

Então quando ouço pessoas dizendo da nossa coragem, ou da nossa bondade, ou do nosso desprendimento em adotar um cachorro vindo da rua, só posso dar risada e ter comigo a certeza de que apenas quem nunca teve a oportunidade de ser adotado por eles, pode pensar dessa forma.

Eu amo minha cachorra e agradeço a Deus por ela ter me encontrado e por ter colocado na Terra pessoas como o Mauro e a Marta, com certeza seus mensageiros, que dedicam parte de sua vida e seus recursos para trazer à pessoas desconhecidas a chance de viver tudo isso.

Obrigado Bacci, obrigado Bechamel, obrigado Mauro e Marta, obrigado Mah. Eu lhes serei eternamente grato. "

(Alexandre Brendim)

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Old Shep, Sempre Fiel

No verão de 1936 um pastor de ovelhas ficou doente e foi levado a Fort Benton, Montana para se tratar. Old Shep, seu Border Collie, foi junto com ele, mas o pastor não resistiu e morreu poucos dias depois.

Seu corpo foi enviado de volta para seus parentes e Old Shep viu, com muito nervosismo, o caixão ser colocado no vagão de carga do trem e ir embora. Ninguém se lembra o nome do pastor, mas Old Shep ficou conhecido por todos nos anos seguintes.

Nos seus 5 anos e meio de vida depois da morte do pastor, Old Shep montou vigilia na estação de trem, sempre esperando pela volta do seu companheiro, saudando, em vão, cada um dos quatro trens que passavam diariamente por ali.

Old Shep foi "descoberto" pelo programa Ripley's "Acredite se Quiser" e se tornou uma sensação durante aquela era de depressão ao qual passavam os EUA.

Cartas chegavam, escolas infantis mandavam presentes de natal, diversos viajantes desviavam-se de seus destinos, apenas para ver aquele "sempre fiel" cachorro na estação, esperando pelo pastor, que nunca veio.

Tragicamente, em 12 de dezembro de 1942, um velho e surdo Old Shep, não percebeu que o trem das 10:17 chegava e acabou escorrengando nos trilhos congelados, sem conseguir fugir.

Seu obituário foi transmitido pelas duas agências de notícias e seu funeral foi realizado dois dias depois, na presença de centenas de pessoas, a guarda de honra e uma mortalha onde vinha escrito:

"Louvor a um cão", originalmente escrito para um companheiro e bravo cachorro "Old Drum" e foi lido pelo ministro da cidade.

Old shep foi enterrado em um morro solitário, olhando para baixo em direção a estação de trem. A Great Northern Railroad construiu um pequeno obelisco, com uma madeira escrito Shep nela, logo abaixo, pedras brancas também com o escrito Shep. Ela ficava iluminada a noite e os condutores dos trens apontavam indicando aos seus passageiros.

Mas as linhas de trem logo pararam de passar por Fort Benton e a sepultura de Shep virou ruína.

Alguns fãs de Old Shep no entanto, motivado por Paul Harvey, em 1988 decidiram reformar e restaurar a sepultura e o monumento. A placa agora é de aço e as luzes funcionam novamente.

O local agora é mantido pela Kiwanis Key Club, a Sociedade de Melhorias Comunitárias de Fort Benton e um parque com estacionamento e trilhas para caminhadas, construída em volta do monumento. Agora para visitar a sepultura é fácil.

Na cidade, o Museu do Alto Missouri, mostra a coleira e a tigela de comida de Old Shep. É um dos muitos lugares que vendem as moedas de Shep.


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sábado, 6 de junho de 2009

Um mínimo gesto, significa muito!


Muitas vezes, conversamos sobre resgatar animais de rua, da importância que isso tem, não só para os animais que passam a ter uma vida digna, segura e saudável, não só para nós, que ganahmos um companheiro para toda a hora, mas pricipalmente para a sociedade como um todo.

Uma cadela pode procriar duas vezes por ano, levando-se em conta uma média de 6 filhotes por gestação, ao final de 10 anos, ela terá colocado no mundo, direta e indiretamente, mais de oitenta milhões de cachorros!!!

Esses número não são invenções de ecochatos, estes números não são fornecidos por alarmistas de plantão, estes números fazem parte de um cálculo estatístico básico, que qualquer um com conhecimento poderá comprovar.

Oitenta milhões de animais a mais nas ruas, por conta de uma única fêmea não castrada na rua há dez anos atrás.

Agora imagine se essa cadelinha, tivesse sido tirada da rua, como a nossa Bechamel, por protetores, imagine se ela tivesse sido alimentada, vermifugada, vacinada e castrada e na sequência doada para você...

Na cabeça de muitos, o fato de um cachorro ter sido tirado da rua, não muda em nada o problema de zoonoses em uma cidade grande. Realmente, um cachorro a menos na rua não muda nada.

Mas oitenta milhões de animais, já é um número considerável...

As cidades hoje, não tem oitenta milhões de animais na rua, muitas cidade hoje, poderiam não ter nenhum animal de rua, se um único cachorro, tivesse sido resgatado há dez anos atrás.

Tudo poderia ser diferente hoje, se esta consciência existisse há dez anos atrás, mas não existia... Mas isso não nos permite fechar os olhos, cruzar os braços e mal dizer as gerações passadas. Cabe a nós iniciarmos este ciclo, cabe a nós entendermos que um único cachorro retirado das ruas, faz SIM uma diferença enorme!!

Quando passar pela sua cabeça a dúvida, se vale ou não a pena adotar um cachorro de rua, se esse seu gesto vai ou não mudar o mundo, pense neste número:

Oitenta milhões, trezentos e noventa e nove mil, setecentos e oitenta cachorros!!!

Este é o número de cachorros que você terá salvado em dez anos!

Todo mundo sempre sonha ser um herói, um nome a ser lembrado, realizar algo realmente grandioso, pois bem, você hoje tem a chance de realizar isso. Basta adotar um único cachorro de rua e você terá colocado na história o seu nome!!!

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Procuramos um lar!!

Há alguns meses, decidimos alimentar todos os guapecas que encontramos em nosso caminho, todos eles foram batizados, para que, em um eventual reencontro, lembrarmos de seu caso e assim poder acompanhar como eles estão.

De todos que cruzamos, dois sempre nos chamaram a atenção, primeiro porque moravam perto de casa, segundo porque se afeiçoaram a nós e nós a eles muito rapidamente e terceiro porque são cachorro lindíssimos.

Bugatti e Bruno moravam em um terreno, que foi usado como sede do alojamento dos operários da construção de um hospital. Eles foram abrigado pelo vigia noturno e muitas pessoas da região já os conhecia.

Tudo ia muito bem, eles pareciam muito saudáveis, muito felizes, apesar de Bruno ser um pouco mais cauteloso. Até que a obra acabou.

O alojamento foi desfeito, os funcionários mudaram de endereço, bem como o vigia noturno e não víamos mais os dois.
Nós pensávamos que tinha sido atropelados, ou capturados pela carrocinha, ou simplesmente mudaram de lugar, uma vez que não encontravam mais comida nem abrigo por lá.

Saímos então, em busca de informações e descobrimos que o vigia tinha mudado de obra e os dois tinham seguido eles. O bom é que a obra era bem pertinho.

Seguimos as orientações e encontramos os dois, bem magrinho, mas fizeram uma festa enorme quando nos viram. Conversando com os operários desta obra, descobrimos que o responsável por ela, iria chamar o CCZ para retirá-los de lá. CCZ hoje é sinônimo de morte e nossa alma gelou. precisávamos fazer alguma coisa!

Trouxemos os dois para casa, levamos no pet para dar banho, demos remédio para as pulgas ( acredite, eles não tinham nenhuma!!), vermífugo, vacinamos os dois contra tudo e hoje eles estão alegrando nossa casa.

Eles são lindíssimos, super saudáveis, brincalhões e adoram um carinho. O Bugatti é um Border Collie genérico e o Bruno um Pastor Alemão genérico também.

Nós queríamos muito ficar com eles, mas se ficaram os, não poderemos mais abrigar outros cachorros necessitados e por isso estamos procurando um lar para os dois.

O ideal seria que alguém quisesse ficar com os dois, pois eles fazem uma dupla incrível, mas sabemos que isso é muito difícil, então não existe esta necessidade, eles poderão ser adotados individualmente.
São cachorros muito especiais, absurdamente mansos, alegres e agradecidos.

É uma oportunidade única na vida, pois cachorros assim, serão seus companheiros até o último dia de suas vidas.

A gente vai brincar com eles no jardim e quando cansamos e sentamos um pouco, os dois sentam ao nosso lado, são muito companheiros.

Que tal abrir seu coração para esses amigões... Tenho certeza que você não irá se arrepender!

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quem nos protege é a lei de Deus

Esta semana recebi duas notícias, enviadas pelo amigos protetores Jane Cucatto do Vira Lata & Cia. e do Alexandre Domingues do Pet Rede que me fizeram desacreditar de vez na espécie humana.

Dois casos em que nossos representantes do poder judiciário, deixaram muito a desejar em relação ao respeito aos animais.

Em um dos casos, até que houve um início de preocupação com eles, mas no segundo caso, me gerou uma revolta enorme, visto que, a vida desses animais está nas mãos de outros animais, os ditos "racionais" e é por isso, que prefiro os irracionais.

O primeiro caso é do Urso, um simpático guapeca, que foi abandonado pelo casal ATÍLIO e MARLENE DALLAGNOL após sua mudança. Uma atitude que é bem conhecida, de descaso, irresponsabilidade e desrespeito a um ser vivo, mas que está cada vez mais comum.

O Urso foi abandonado para morrer no quintal de sua casa, mas a vizinha desses idiotas informou à Associação Cidadã de Proteção aos Animais (ACIPA), que resgatou o animal e lhe prestou, durante um mês, todo atendimento veterinário necessário, para se recuperar de um quadro severo de pneumonia, desidratação e desnutrição.

Conseguiram inclusive doá-lo a uma família, mas ele acabou sendo sacrificado dias depois, em virtude de cinomose, por conta de seu estado debilitado.

O juiz decidiu por um ajustamento, e os responsáveis pelo abandono do animal foram multados em um salário mínimo (R$ 465) a ser depositado em favor do Conselho da Comunidade e obrigados a ressarcir R$ 500 à Associação Cidadã de Proteção aos Animais (Acipa), que bancou os gastos veterinários na tentativa de recuperar o cachorro abandonado pela família.

Essa quantia é muito pouco por uma vida tirada Sr. Juiz, a falta de uma punição adequada aos infratores é inadmissível. Abandonar um cachorro à morte é crime!!!

O pior de tudo, é que na cidade de Cascavel, não existe um centro de zoonoses, mas pelo que temos visto pelo país, talvez seja melhor assm.

O segundo caso é bem pior e com um final muito bem mais triste.

Uma professora universitária cuidava sozinha de 26 animais em sua casa. Sem ajuda de ninguém, ela retirou das ruas esses cachorros e gatos e deu-lhes comida, proteção, cuidados e principalmente UM LAR.

Mas não é que uma infeliz de uma EX vizinha, resolveu denunciá-la para a polícia pois, segundo ela, os animais faziam muito barulho e cheiravam mal.

O juizinho que recebeu a ação (provavelmente achando que não era um caso digno de sua capacidade), Sá Duarte, decidiu que ela terá que escolher dois cachorros e dois gatos para cuidar, e que o resto será enviado ao CCZ, para serem sacrificados posteriormente.

Este cretino, no alto de sua imbecilidade e arrogância, imputa a esta mulher, decidir qual de seus cachorros e gatos, irá viver e qual irá morrer, pelo simples fato, de sua EX vizinha, Carmen Balbino Bernardino, achar os cachorros barulhentos e fedidos...
A professora Wendy Ann Carwell, tinha feito melhorias na casa para reduzir o barulho e o odor, tinha construido um gatil, castrou os animais e ainda mantinha os animais limpos e saudáveis. Perceba que esta, era a obrigação da prefeitura, não dela!!

Mais um detalhe que torna esse idiota, um sacripanta completo é que outros cinco vizinhos informaram-lhe que os animais são bem tratados e nunca incomodaram ninguém.

Os cinco vizinhos dela não tinham nenhuma queixa, muito pelo contrário, mas uma EX vizinha fez esse idiota decretar a morte de 22 animais e pior de tudo, fez com que a protetora escolhesse quais seriam mortos. Segundo ele, Wendy teria feito uso anormal da propriedade e interferiu na vida dos vizinhos.

Eu espero de coração, que o Sr. Sá Duarte encontre com a Carmen Balbino Bernardino, o Atilio e Marlene Dallagnol, o mais breve possível, no lugar onde Deus reservou para pessoas que mal tratam animais.

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domingo, 10 de maio de 2009

Feliz Dia das Mães de Cachorros




Hoje é o dia que comemoramos ao lado de nossas mães, um dia para celebrar o amor que somente uma mãe ou um pai pode ter por seus filhos.




Mas muitas vezes esquecemos daquelas, que por algum motivo qualquer, não tiveram filhos, mas que teem pelos cachorros o mesmo amor e carinho, que uma mãe tem por seus filhos. São as Mães de Cachorros.



Pode soar estranho para alguns, mas com certeza você já conheceu algumas.



Minha esposa é uma delas!


O amor que ela dedica à nossa cachorra e aos animais, é algo imensurável, é uma relação maravilhosa, somente explicada pelo amor de uma mãe por um filho!


Por isso gostaria de parabenizar a todas estas Mães de Cachorros, Mães de Gatos, Mães de Coelhos, enfim todas as Mães de Animais pois se o mundo é melhor por conta dos animais, ele é ainda melhor por conta delas!


Mari, obrigado por ter adotado a Bacci, a Bechamel, a Maysa, a Cher, a Chalana, ... como se fossem suas filhas e por ter me feito ver, o quanto os animais são importantes para nós!





Feliz Dia das Mães de Cachorros!! Eu amo você!!!

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Falta de Respeito com a Vida!


"A Sociedade Amigos dos Animais (Soama) protesta contra a superlotação de cães em chácara da ONG São Virgílio da Sexta Légua (RS), próxima a Caxias do Sul; segundo o site do jornal gaúcho "O Pioneiro", o objetivo da ação é evitar que mais animais sejam abandonados nas proximidades.

A chácara tem capacidade para 1.800 animais e há semanas em que até 10 bichos são deixados perto do local, publicou o jornal Porthus Junior/RBS"

Fonte: http://noticias.uol.com.br/album/090424_album.jhtm?abrefoto=29


O que realmente me irrita ao ver este tipo de coisa, é que as pessoas, ao invés de colaborarem com uma iniciativa maravilhosa como esta da Soama, se aproveitam da benevolência e do espírito protetor destas pessoas, para facilitar a transferência da responsabilidade.

É muito fácil e cômodo, para este bando de ignorante e imbecis, largarem aqui seus cachorros, que cresceram demais, ou que fizeram xixi no tapete, ou que rasgaram o sofá.

Na mente torpe desses infelizes, a Soama irá cuidar, então não tem problema se livrar do seu animal de estimação... É apenas um erro que foi reparado, um incômodo que foi resolvido, ou uma atitude impulsiva que foi contornada.

Vida?

Para eles, animais não são gente, não sofrem, não sentem a falta dos seus donos, não sentem frio, não sentem fome, não ficam doentes... Para eles é apenas algo que passou, que não tem mais serventia, nem valor.

Para esse tipo de gente, não existe castigo maior que eu possa desejar, do que nunca na vida, ter o amor, a dedicação e a fidelidade de um cachorro por perto...Apenas isso!

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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Smoky a cadela soldado


Smoky, uma Yorkshire Terrier, nasceu em 1943, mas foi encontrada perdida na floresta da Nova Guiné em 1944.

Tudo levava a crer, que ela pertencia aos japoneses, mas ao ser levada à um campo de concentração, não respondia a nenhum comando em japonês, muito menos em inglês.

Smoky foi então vendida por US$ 6,44 (dinheiro este, usado nos jogos de poker), ao cabo William A. Wynne, que servia no esquadrão aéreo de reconhecimento fotográfico. A partir deste dia, eles nunca mais se separaram.

Nos dois anos seguinte, Smoky e William participaram juntos de diversas missões, sobrevivendo às duras condições climáticas da floresta da Guiné e Rock Island.

Smoky dormia na tenda jundo com William, em uma mochila preparada para isso e dividiam a ração de comida que lhe era cabida. Ela não recebia comida especial, nem tratamento médico, no entanto, nunca ficou doente.

Smoky realizou doze missões de combate e ganhou oito estrelas de batalha. Ela sobreviveu a cento e cinquenta raids aéreos na Nova Guiné e atravessou um furacão em Okinawa. Ela pulou de ma torre de trinta pés, com um para-quedas especialmente feito para ela. Smoky ainda salvou a vida de William e outros soldados ao longo da guerra.

Nas horas vagas, Smoky aprendeu vários truques e entretia as tropas, truques estes, que depois foram usados nos hospitais para animar os pacientes feridos de guerra. Esta nova missão, lhe garantiu da revista Yank Down Unde o prêmio de "Mascote Campeã do Sudoeste do Pacífico".

Ela se tornou heroina novamente, quando ajudou os engenheiros a construirem a base aérea do Golfo de Lingayen, Luzon. Eles precisavam passar um cabo de telégrafo, por um conduite de setenta pés e penas 8 polegadas de diâmetro, apenas Smoky, com seus 2 kilos, poderia realizar o feito.

Smoky ajudou também em um trabalho de escavação, que iria durar três dias com métodos normais, em apenas algums minutos, sem por em perigo nenhum soldado, nem a missão de transporte dos caças de reconhecimento.
Ao voltar para os EUA, Smoky e William, foram saudados como heróis e seus feitos foram divulgados por toda a imprensa, tornando-a famosa pelo país inteiro, tanto que, nos dez anos seguintes, a dupla viajou fazendo apresentações, aparecendo em programas de televisão, divertindo os veteranos de guerra nos hospitais e até estrelando filmes.

Foi erguido um monumento à Smoky em Eastlake Doggy Park, Cleveland, onde diz: "O menor soldado da II Guerra Mundial e o mais famoso cão de guerra". No Dia do Veterano de 2005, uma nova escultura foi criada em Cleveland Metroparks, na Reserva de Rocky River, em Ohio, esculpida por Susan Bahary perpetua uma famosa foto dela, onde ela está sentada dentro de um capacete de guerra(primeira foto).
Segundo investigações do Animal Planet, Smoky foi o primeiro cachorro terapeuta que se tem registro, seu trabalho começou em 1944 no 233º Station Hospital na Nova Guiné, onde ela acompanhava as enfermeiras que cuidavam das vítimas da invasão da Ilha Biak, foram doze anos de serviços prestados nesta área.
Smoky agora virou livro " Yorkie Doodle Dandy" e você pode comprá-lo no Amazon, através deste link: Yorkie Doodle Dandy

Após a morte de Smoky, seu obituário foi publicado, contando seus feitos. Foi então que Grace Guderian ligou para William e lhe contou, que em 1944 ela trabalhava como enfermeira na Nova Guiné e havia ganho de natal uma Yorkshire de natal, chamada Christmas, mas ela havia perdido a cachorra, bem próxima do local onde Smoky foi encontrada.
Coincidência ou não, Smoky sempre respondia quando ouvia a palavra Christmas...

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Cinomose Aqui Não


Quando se fala sobre a saúde dos cães, muita gente sabe o que quer dizer raiva, doença do carrapato e sarna. No entanto, quando se fala em leishmaniose, parvovirose e cinomose nem todos conhecem essas enfermidades, mesmo que elas afetem grande número de animais.

Pensando nisso, a Merial está lançando a campanha “Cinomose Aqui Não”, por meio da qual irá doar à WSPA Brasil 5% do total das doses vendidas nos meses de abril e maio da vacina Recombitek contra a cinomose.

– A Merial tinha a vontade de contribuir com a saúde animal através da doação de vacinas e tomou a iniciativa de fazer uma pesquisa para identificar ONGs renomadas capazes de fazer bom uso desse material. Foi assim que conhecemos a WSPA, que possui história, atuação nacional e trabalhos voltados para o bem-estar dos animais de companhia – conta Marta Helena Cintra, Analista de Marketing da área de animais de companhia na Merial.

A campanha

A campanha será realizada em abril e maio em todo o Brasil. O objetivo é alertar médicos veterinários e donos de cães sobre a importância da vacinação anual e a necessidade de se eliminar essa doença grave (praticamente fatal) que ainda mata milhares de cães no país.


Para se ter uma idéia, apenas 7 milhões de cães são vacinados anualmente contra a cinomose, dentro de uma população estimada em 30 milhões de cães.

Sendo assim, a Merial se propôs a doar 5% do total das doses vendidas durante esses meses de suas vacinas contra cinomose (Recombitek C4/CV para filhotes e Recombitek C6/CV para cães adultos). As vacinas serão encaminhadas para ONGs afiliadas à WSPA Brasil que trabalham com cães e contam com médico veterinário.

O veterinário de cada uma dessas ONGs selecionadas irá, então, aplicar as vacinas e fornecer ao cliente um cartão de identificação devidamente preenchido, com carimbo, número do CRMV do veterinário responsável, assinatura e etiqueta da vacina aplicada. Ele também informará sobre a necessidade da vacinação anual.

Além da doação, dezenas de milhares de panfletos e cartazes de conscientização serão distribuídos por clínicas espalhadas por todo o Brasil, anúncios serão publicados em revistas e pessoas interessadas no bem-estar dos animais também serão informadas sobre a campanha via newsletter. Assine o newsletter da WSPA Brasil aqui.

Cinomose

A cinomose é uma doença altamente contagiosa provocada pelo Vírus da Cinomose Canina (VCC) e pode afetar todo tipo de cão. Junto com ela, geralmente aparecem infecções causadas por bactérias. No entanto, ela não é uma zoonose, isto é, não passa para seres humanos, apesar de que o ser humano pode carregar o vírus até que ele chegue a um animal sadio.

A transmissão ocorre através do contato com secreções do nariz e da boca do animal, como por um espirro.

– Fora do hospedeiro, o vírus morre facilmente e, por isso, é fácil fazer o controle ambiental da disseminação da doença. A melhor opção para combater a doença é a prevenção através da vacina. O periodo de permanência do vírus no ambiente gira em torno de 30 a 40 dias, caso seja feita uma desinfecção adequada, de preferência com o uso de água sanitária. Mas normalmente pedimos uma margem de segurança de 3 meses, no mínimo – explica Mônica Almeida, Gerente de Programas Veterinários da WSPA Brasil.

Faça sua parte

A informação está disponível e as vacinas também. Cabe aos veterinários do Brasil informar a seus clientes sobre a necessidade da vacinação anual contra a cinomose e a você, que ama seu cão, levá-lo para um dos locais de vacinação para dar a ele a dose recomendada e protegê-lo contra esse mal.

Lembre-se: cãezinhos podem ser vacinados a partir de 6 semanas de vida, sendo que animais doentes, subnutridos ou parasitados devem ser tratados antes de receber a vacina.

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quinta-feira, 12 de março de 2009

"Por que não vão defender as crianças com fome?"

Hoje eu estava procurando informações seobre a má administração do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo e me deparei com este texto.

O Sr. Francisco conseguiu colocar no papel, tudo que eu penso de uma forma extremamente simples e enfática.

Eu creio que me encaixe no perfil dos "que ajudam", mas acho que ainda faço muito pouco. Em 2009 tenho como meta ajudar muito mais, quem ou o que eu puder ajudar e quem sabe me tornar realmente uma pessoa "que ajuda".

O texto é um pouco longo, mas vale muito a pena!!!


RESPOSTA À PERGUNTA DE ALGUMAS PESSOAS
por Francisco José Papi

"Por que não vão defender as crianças com fome?"

Questão interessante. Vamos ver se essa eu consigo responder de modo didático.

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo: As Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.

Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam, afinal, do contrário, diria "Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?", ou "Venham defender comigo as crianças com fome!", ou "Não, obrigada, vou defender as crianças com fome".

Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.

É curioso a Pessoa Que Não Ajuda, não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam. É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.

É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das pessoas Que Ajudam e o nome disso é "prepotência".


2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as "crianças com fome". Nem tampouco os "velhos", os "doentes" ou os "despossuídos". E sabe por que?

Porque "crianças com fome" ou "velhos" ou qualquer outro destes é abstrato demais. Não têm face, não são ninguém. São figuras de retóricas de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo atual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.

Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento. Elas não ajudam "os velhos", elas ajudam "os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês".

Elas não ajudam "as crianças com fome", elas ajudam "as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado".
Elas não ajudam "os doentes", elas ajudam o "Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes".
Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as "crianças com fome" baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem lhe ajudar.

Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.
Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo.
Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo.
Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua.
Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.
Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.
Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis. Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as "crianças com fome" são as Pessoas Que Não Ajudam.



3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito. (Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).

O fato de uma pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã. Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo "humanos versus animais".

Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo. Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.

Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente. E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você "não curte", elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes ações para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo. Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.

Então, como dizia meu avô, "muito ajuda quem não atrapalha". Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de "crianças com fome", se assim preferem os que não ajudam).


(este texto pode e deve ser reproduzido) Escrito em 13.04.2005

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Barry o Cachorro de Resgate


Barry foi o mais famoso cachorro que trabalhou em resgates nas montanhas geladas dos Alpes.

Este São Bernardo que viveu de 1800 a 1814, na fronteira da Suiça com a Itália, foi o responsável pelo resgate de 40 a 100 pessoas.
Seu corpo se encontra hoje, preservado no Museu de História Natural de Berna, na Suiça e ergueram uma estátua em sua homenagem no Cimetière des Chiens (cemitério de animais) de Paris; existe também um quadro de Salvatore Rosa, em um hospício nos Alpes Suiços.

Ele se destacava, por sua habilidade em cavar as geleiras e achar a vítima soterrada.
Seu caso mais famoso inclusive, foi o salvamento de um garoto que estava abaixo de uma espessa camada de gelo, entregue à própria sorte.

Seria impossível para qualquer homem atingir o ponto exato para o salvamento, mas Barry driblou todas as advesidades e cavando centímetro por centímetro conseguiu salvar o menino da morte certa.

Escavando a neve, ele livrou primeiro a camada de gelo do rosto do menino, mas o que restava de neve era muito pesada ainda e o local, muito difícil de ser escalado.

Como não poderia contar com nenhuma ajuda, Barry começou a lamber o rosto do menino, que acordou e passou seus braços em volta do forte pescoço do São Bernardo.

O cão puxou-o cuidadosamente e o trouxe para um local seguro, onde o garoto foi socorrido e salvo.

Não existe nenhum registro que Barry carregava alguma bebida em seu barril, pendurado no pescoço, os monges dessas montanhas, também negam esta lenda.

Outra lenda ao redor de Barry, é que ele teria sido morto por engano por alguém que o confundiu com um lobo, o que parece improvável, em virtude de sua idade avançada.

Alguns também dizem, que ele foi morto durante o resgate de um prisioneiro fugitivo; ao encotrá-lo inconsciente, Barry deitou-se sobre seu corpo para aquecê-lo, quando acordou, o prisioneiro assustado, teria o esfaqueado, pensando estar sendo atacado.

Mas a versão que eu prefiro acreditar, é que Barry foi aposentado com honras e terminado sua vida como reprodutor.

Os cães usados pelos monges do Passo do Grande São Bernardo, são bem diferentes, no formato e na cor, dos São Bernardos atuais.

Após um acidente no canil, que matou boa parte dos cachorros, os monges foram obrigados a cruzar seus São Bernardos com alguns Mastiffs.

O que explica o nome "Bäri", como os São Bernardos originais que tinham pelagem escura, não tão clara como os atuais.
Conheça outras histórias de cachorros fantásticos como Barry, acessando a coluna Guinefot do site do Guapeca.


Fonte: Wikipédia




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quarta-feira, 4 de março de 2009

Chip nos Guapecas

A partir desta semana, os guapecas encaminhados para adoção pelo canil municipal de Porto Alegre, receberão uma identificação eletrônica do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura.

Com este chip, será possível encontrar animais perdidos e obter informações sobre seus donos. Os cachorros saem do canil vacinados e vermifugados, mas muitos donos não seguem vacinando seus animais. Este é o foco principal da campanha, que visa monitorar a origem de doenças nos cães.

"Com a identificação dos animais, podemos também identificar o proprietário e responsabilizá-lo em caso de abandono ou maus-tratos", disse José Carlos Sangiovanni, veterinário responsável pelo projeto, que prevê uma diminuição grande nas doenças apresentadas, após a implantação do chip.

A responsabilidade legal pelos cães está prevista no Código Municipal da Saúde, no Código de Posturas do município e na Lei de Crimes Ambientais. As penalizações, entretanto, são raras em função da dificuldade de se relacionar os animais a seus proprietários.

Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa pretende estender a obrigatoriedade de identificação a todos os cães do Estado.

Dos 300 mil cachorros de Porto Alegre, 15 mil estão nas ruas. O projeto pertende identificar inicialmente 2 mil cachorros que passam pelo centro de zoonoses por ano. cada chip custa por animal, R$ 15,00.

Tudo muito bonito, tudo muito legal, mas já vieram as reclamações.

Aliás, ao meu ver, um dos principais motivos, para causas ambientalistas e para proteção dos animais, não terem a devida atenção e adesão, se deve ao fato de que nada, nunca está bom para os seus ativistas.

Segundo Airton Marcolino, presidente da Associação Pró-Direito dos Animais de Porto Alegre (Aprodan), a adoção de animais será dificultada com o monitoramento. "Vai ficar ainda mais difícil conseguir um dono para os cachorros de rua", disse.

A associação tem 700 cães sem raça à espera de um dono. Hoje, apenas um em cada cem animais consegue ser adotado.

A presidente da Associação Gaúcha de Proteção aos Animais (AGPA), Lenir Oliveira Pascoal, também é contra a medida. Ela defendeu políticas públicas de castração em massa dos animais de rua, em vez do investimento em identificação eletrônica. "Também ajudaria se o centro melhorasse as condições de hospedagem de seus animais", afirmou. Segundo ela, as condições do canil do CCZ são precárias.

EU penso o seguinte:

Concordo em parte com a Sra. Lenir, acho que projetos para castração em massa para os animais de rua, feito pelas prefeituras, uma atitude que já deveria ter sido tomada há muito tempo.

Melhorar condições de hospedagem é algo, que tem que se ter em mente sempre! Mas mapear e rastrear, focos de doenças, é tão importante quanto, e acredito que, se estas associações apoiássem o projeto, a prefeitura poderia ver a causa dos animais e os seus ativistas com outros olhos.

Em relação ao Sr. Airton, vai me desculpar, mas um inivíduo, que deixa de adotar um cachorro, com medo que descubram que ele maltrata o animal... é melhor que não adote mesmo! Deixe o cachorro na rua, que ele terá mais chances.

Enfim, o projeto foi lançado, a iniciativa foi tomada, se é perfeita ou não, se é a ideal ou não, se é o melhor projeto ou não, apenas o tempo poderá dizer. Eu fico na torcida para que a vida dos guapecas melhore, e que outros projetos e outras prefeituras se mobilizem pela causa. Quando alguém acertar em cheio...aí então, é só copiar!

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Bechamel e seus amigos

Este é o primeiro vídeo que fiz.

A intenção de publicá-lo é para que as pessoas possam perceber, como uma cachorrinha de rua, pôde mudar a vida de toda nossa família.

Se o video agradar, eu me aventuro a fazer o segundo, rsrs...

Com vocês, Bechamel e alguns cachorros que ajudamos a doar:

"De grande significação reconhecer que muito mais importante, para qualquer de nós na vida, não é bem aquilo que nos sucede, mas justamente aquilo que fazemos acontecer"

(Emmanuel, por Chico Xavier)

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Border Collie Perdido!!!


Recebi este e-mail da Jane Cucatto, protetora de Curitiba, do blog Vira Lata & Cia e não poderia deixar de repassar, na esperança que alguém possa tê-lo visto.
"Ontem dia 15/02, por volta das 18:00 Hrs., um amigo meu sofreu um acidente de carro na altura do KM 545 da Rod. Régis Bittencourt, quando voltava de uma competição em São Paulo.
O carro capotou perto da entrada de Barra do Turvo.
Os humanos estão bem, mas um dos cães faleceu e o outro está desaparecido.
Por favor, vamos ajudar a encontrar este fofo, para dar, pelo menos, um consolo para o dono dele.
Ele é um Border Collie, branco e marrom, de aproximadamente 3 anos e atende pelo nome de Nésto.
Se alguém tiver alguma informação, por favor ligue para:
(41) 9691-9331 Dra. Fernanda
ou
(41) 9972-9297 Marco"
Vamos tentar salvar a vida do Nésto, quem souber de alguma coisa ou puder repassar para seus contatos, por favor colaborem com eles.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A dura vida de quem só quer ajudar

Quando acompanhamos o dia-a-dia de protetores é impossível ficar passivo.

A vontade de ajudar também, de tirar animais da rua, de trazer luz à vida deles, é simplesmente contagiante. E após vencer a inércia do braço cruzado, percebemos que ajudar aos animais é bem mais complicado do que pensamos.

Semana passada, ao levar meus filhos ao colégio, vi um guapequinha na rua, mancando da pata traseira. Tive o impulso de trazê-lo para casa, cuidar dele e procurar um lar, mas escola vem primeiro!

Deixei as crianças no colégio e voltei pra casa. Ao contar para Mari, voamos para tentar achá-lo.

Depois de procurar bastante, eu o encontrei no meio do mato, acoado, tentando se esconder. Quando ele percebeu que eu estava chegando perto, saiu correndo em direção à rua.

A Mari tentou seguí-lo, mas ele subiu a ladeira com uma ligeireza absurda. Peguei o carro e começamos a "caçada".

Depois de um bom tempo e várias descidas infrutíferas do carro, achei o ponto perfeito para pegá-lo. Um carro atravessado na calçada seria o local exato!

Não é que aquele cachorro com uma pata defendida (provavelmente quebrada) e a outra machucada, me deu um drible digno do Garrincha e se mandou??

Ao chegar no trabalho e contar para algumas pessoas, ouvimos brincadeiras dizendo que se um cachorro com 2 patas machucadas nos deu esse baile, imagine se ele estivesse com as 4 patas saudáveis!!

Ainda não o reencontramos para uma nova investida, mas hoje cruzei com uma fêmea de Pastor Alemão linda, atravessando a Av. Cidade Jardim, com a pata dianteira muito machucada e a língua arrastando no chão de tanta sede e cansaço. Não tinha como parar, pois estava prestes a entrar na Marginal.

Mas, chegando no trabalho, peguei a Mari e saímos em uma nova busca.

Achamos esta pastora depois da ponte, numa pracinha, junto com um filhotinho. Larguei a Mari lá e só consegui parar o carro no Jóquei. Os dois latiam muito para ela, que foi se aproximando aos poucos. Lentamente, conseguiu a atenção e confiança deles a ponto de fazer carinho e sentar ao seu lado. Pudemos ver de perto que o machucado era bem grave, a pata estava esmagada, com sangue coagulado.

Fui correndo pegar comida e água no posto em frente, pois estava com o carro da minha mãe.

Quando voltei, a Mari estava conversando com um mendigo completamente bêbado. Um carroceiro que provavelmente era o dono dos cachorros (pelo menos dizia - ou grunhia - que era). Tentamos conversar com o dito, mas o estado etílico do infeliz tornou esta conversa bizarra.

Nenhum argumento nosso era ouvido e ao tentarmos pegar o cachorro, o mendigo nos deixou claro que isso não iria acontecer.

Dois cachorros de rua, machucados, estão vagando ainda, por conta de nossa incapacidade de ajudá-los.

É muito frustrante passar por esta situação, mas quando começamos a pensar em fazer isso, sabíamos que não seria fácil.

Nós agora entendemos porque poucas pessoas o fazem, mas sabemos também que iremos nos juntar a eles e salvar o máximo de cachorros que pudermos. Os que não conseguirmos, iremos rezar para que outros protetores cruzem seus caminhos.

Ilustrei a matéria com as fotos da Baguette (Maysa)e da Bechamel, para nos trazer sorte em nossa próxima empreitada, afinal os outros dois cachorros estão, por enquanto, apenas em nossas memórias.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Lisha, uma Mãezona


Uma cadela labradora de nove anos de idade vem garantindo o bem-estar de vários filhotes de animais selvagens há nove anos na África do Sul.

Lisha, a labradora, atua como mãe adotiva dos filhotes orfãos ou rejeitados pelas mães biológicas no Cango Wildlife Ranch, um parque em um rancho na região de Oudtshoorn, na África do Sul.

"Ela já cuidou de mais de 80 animais", afirma o proprietário da cadela, Rob Hall, que é diretor do parque. "Os filhotes a tratam como se fosse mãe, tentam mamar nas tetas dela, pulam em cima dela, mordem as orelhas, e ela também cheira, lambe e cuida dos filhotes."

Hall conta que, quando chegou ao rancho, a antiga moradora tinha uma labradora que havia cuidado de um filhote de leão rejeitado pela mãe biológica. Ele gostou da idéia e decidiu manter a tradição.

"Os labradores e os retrievers são raças conhecidas por sua docilidade", disse Hall. "Eles normalmente agem como mães adotivas, se preciso."

Espécies ameaçadas

O rancho abriga 47 espécies de animais e répteis, incluindo espécies ameaçadas. Lisha já "adotou" filhotes de leopardo, tigre, um hipopótamo pigmeu, uma espécie de raposa local e até um porco-espinho.

"Eu diria que Lisha esteve envolvida com filhotes de outras espécies que precisavam de cuidados desde as oito semanas de vida", diz Hall. "Nossa casa sempre esteve cheia desses filhotes, a gente trazia eles para cá, Lisha se interessava e começava a conviver com eles."

"Alguns dos vizinhos também deixam animais selvagens, que eles encontram feridos, para que nós cuidemos." "Teve uma vez que Lisha cuidou de oito filhotes de leopardo de uma vez", recorda. "Só de leopardos, acho que ela já cuidou de mais de 30." "No momento, ela está cuidando de três filhotes de tigre branco, lindos."
Instinto

Lisha nunca foi ferida por nenhum dos filhotes, mas uma vez que eles passam a comer alimentos sólidos, normalmente são levados para outra instalação, ou são soltos no parque. Quando isso acontece, diz Hall, o contato entre a mãe e os filhotes adotivos termina. "O instinto predador dos felinos é muito forte", afirma o diretor do parque.

"Normalmente, trazemos uma caixa com os filhotes rejeitados para casa, ela vem, cheira os filhotes, começa a lambê-los e começa a cuidar deles imediatamente", descreve Hall. "Acho que é parte da personalidade dela." Apesar do forte instinto maternal, Lisha nunca teve uma ninhada própria.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A História de Hachiko

O mais lindo e conhecido conto no Japão é o Chuken Hachiko (O Fiel Hachiko).

Sua história foi retratada em um filme e em um livro chamado "A História de Hachiko". Hachiko era um cão da raça Akita nascido por volta do mês de novembro de 1923.

Seu proprietário era o Professor Dr. Eisaburo Ueno do Departamento de Agricultura da Universidade Imperial. Eles viviam em um bairro do subúrbio, próximo à estação de Shibuya, em Tókio.

Todas as manhãs Hachiko acompanhava o Professor Ueno até a estação de trem. Ao final da tarde ela o aguardava e o acompanhava de volta para a casa.

No dia 21 de maio de 1925 Hachiko, como de costume, esperou o Professor Ueno chegar no trem das 16:00 horas. Mas naquele dia ele não voltaria para casa, pois havia sofrido um acidente vascular cerebral na Universidade.

Parentes e amigos do Professor Ueno passaram a cuidar de Hachiko, que continuou indo todos os dias à estação de Shibuya para esperá-lo voltar do trabalho.

Os anos se passaram e os problemas de saúde foram surgindo e mesmo com dificuldades para andar, sua rotina diária prosseguiu até o dia 7 de março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo local em que todos os dias aguardou a chegada do Professor Ueno.

Tanto o Professor Eisaburo Ueno quanto Hachiko estão sepultados no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tókio.

Devido à sua lealdade, Hachiko foi imortalizado em uma pequena estátua de bronze esculpida por Teru Ando (falecido durante a II Guerra Mundial) e colocada na estação de Shibuya.

Durante a II Guerra Mundial, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachiko. No ano de 1948 o filho do escultor da estátua original, Takeshi Ando, foi contratado para criar uma réplica daquela estátua. Depois de terminada, foi posta no mesmo lugar da anterior.

Ainda hoje, todos que transitam pela estação de Shibuya podem ver a estátua de Hachiko, eternizando a história do amor de um cão por seu dono e a incrível lealdade da raça.

A lealdade dos cães da raça Akita já era conhecida pelo povo japonês há muito tempo. Em uma certa região do Japão, incontáveis são as histórias de cães desta raça que perderam suas vidas ao defenderem a vida de seu proprietários.

Onde quer que estejam e para onde quer que vão, têm sempre "um dos olhos" voltados para aqueles que deles cuidam. Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japônês, tendo sido proibida sua exportação.

Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu Akita, o governo japonês assume sua guarda.

Devido a todas as suas qualidades, uma das províncias japonesas recebe seu nome, Akita-Ken.

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