Apelo urgente

cachorros abandonados dona dalvaDesde que abraçamos a causa da proteção animal, já vimos as coisas mais absurdas proferidas pelo ser humano. Crueldades desmedidas e um desprezo pela condição de vida de um animal, que chocariam ao mais insensível dos homens.

Mas o que aconteceu aqui é um caso diferente, mas não incomum, talvez não nessa intensidade, mas certamente muitos animais passam por condições parecidas por todo mundo.

cachorros abandonados dona dalvaAté por amá-los demais, algumas pessoas não medem esforços para tentar, em uma atitude desesperada, salvá-los do abandono e maus tratos, recolhendo todo e qualquer animal que encontra passando por dificuldades, sem medir sua real capacidade de acolhe-los e proporcionar-lhes uma vida melhor do que a tinham nas ruas.

É aquela velha questão que tanto se fala e poucos levam a sério, da “Posse Responsável”.
cachorros abandonados dona dalva
Eu acredito que essas pessoas não queriam o mal dos animais que resgataram, muito pelo contrário, mas foram totalmente irresponsáveis ao “acumular” cachorros, gatos, coelho e até um pato, sem que tivessem um mínimo de condição para fazê-lo.
cachorros abandonados dona dalva

Dona Dalva morava com seu marido e netos nesta casa, além de 70 animais. Obviamente todos eles, inclusive os humanos ,sofrem com uma série de doenças e infecções, tanto que nesta última semana, ela faleceu, seu marido está com câncer e seus netos precisaram sair da casa.

cachorros abandonados dona dalvaAssim como eles, os animais estão sofrendo demais e a justiça determinou a retirada de todos em um prazo muito curto. A ONG Cão Sem Dono, se mobilizou para dar uma vida mais adequada a todos e organizaram um mutirão para a limpeza da casa e resgate de todos os animais, alguns através de adoção, outros serão levados para sua sede.

cachorros abandonados dona dalvaPor ser um número muito grande e o espaço de tempo ser tão curto, a Cão Sem Dono precisa urgentemente de doações e rações para esses animais, pois seu estoque se esgotou rapidamente.

Pedimos a todos que colaborem com esse pessoal, que faz um trabalho muito sério, e se doam à causa animal como poucos.

Caso, de alguma forma, você se sensibilizou com esses animais indefesos, peço que enviem doações para a ONG através das contas:

BRADESCO
AG. 1480
C/C: 39641-9
Favorecido: Cão Sem Dono
CNPJ: 10.157.938/0001-73

ITAÚ
AG. 7847
C/C: 01301-3
Favorecido: Cão Sem Dono
CNPJ: 10.157.938/0001-73

Acessem o site da Cão Seu Dono para ver a matéria na íntegra.

Doação de ração podem ser entregues no JJ Cabeleireiros, na AV. Cidade Jardim, 1013 – Itaim Bibi ou encontre um endereço que melhor lhe convier, através do e-mail faleconosco@caosemdono.com.br

Em nome de todos esses animais, nós agradecemos de coração!!!

A beleza de ser vira-lata

Eu já tive alguns cachorros, todos de raça. Dogue Alemão, Cocker Americano, Cocker Spaniel, Boxer, Basset Hound, Beagle, todos cães maravilhosos, escolhidos a dedo em cada fase da minha vida.

Todos eles me trouxeram muita alegria e dificilmente passa um dia, sem que eu pense em pelo menos um deles. Com toda a certeza, estarão me esperando lá em cima para fazermos uma farra!

Durante este período, nunca me importei com os cães de rua, castração era mais que um mito, era algo impensável. Como iria privar um cachorro meu disso? Deixar ele moleirão e gordo? Nem pensar!


Eu via os vira-latas como uma sub-espécie de cachorro. Feio, sujo, magro, sem uma aparência definida, sem um comportamento definido, vagando pelas ruas em busca de comida e trazendo doenças para os nossos elegantes e garbosos cachorros.

Só conseguia entender alguém querer um vira-lata, se não tivesse dinheiro para te um cachorro de verdade.

Mas o mundo dá voltas e nos prega algumas peças!

Minha cocker morreu. Foi um sofrimento que não tinha fim.

Eu e minha esposa decidimos doar tudo que ela tinha, para um pessoal que retirava animais da rua, o Pet Feliz. Eu não sabia nem do que se tratava, mas topei para aliviar a dor da minha mulher.

Passados alguns dias, vendo toda angustia da minha esposa, aceitei ver uma guapeca que eles haviam recolhido a pouco e diziam “ser o nosso número”. Como eles poderiam saber? Nem nos conheciam!


Ficamos com a cachorra, era uma vira-lata bonita, diferente dos outros, uma exceção.

Não bastou algumas horas para ela me conquistar e eu começar a enxergar algumas qualidade em um cachorro que não tinha raça.

Meses se passaram e eu me peguei olhando outros guapecas na rua e vendo qualidades neles, que antes me passavam desapercebido.

Olha que pelo bonito, o olho daquele é lindo, que pose que este tem…

Mês passado decidimos alimentar os cachorros que encontrássemos na rua e aí veio a constatação!

Não existe mais guapeca no mundo que não me chame a atenção!!!

É incrível que ao conviver com eles, o mundo parece que se abre diante dos nossos olhos, como um deficiente visual que desenvolve os outros sentidos, passei a ver a beleza nestes cachorros, não só a externa, mas o amor que eles lhe dão por um simples prato de comida, ou um cafuné, até mesmo por falar com eles por um minuto.

Não me sinto especial, mais inteligente,ou evoluido que ninguém, muito pelo contrário. Me sinto um cretino completo, por ter passado quase quarenta anos sem perceber isso.

Hoje o que me frusta, é saber que poucos darão a si mesmos esta oportunidade. Não saberão como estes cachorros são gratos e que a única diferença dos demais, é que eles não têm um papel dizendo que são “de raça”.

Estamos no século XXI, não existe mais lugar para o preconceito, não pense no que os vizinhos irão dizer ao vê-lo com um vira-lata.

Eles precisam tanto de alguém, precisam ser amados, como nós, precisam de um lar, como nós, precisam de comida, como nós

Abra o seu coração e descubra por si só, o quanto você irá receber de volta!

Se eu consegui, você também consegue!!!

Só uma pergunta… Se você fosse adotar um cachorro, seria o da primeira foto ou da última?

Veja as duas fotos, compare-as e seja sincero…

Porque a diferença entre eles, é que na primeira ela estava molhada saindo do banho e na segunda já estava pronta…

Minha Familia, Minha Vida

Você foi despedido?

Acabou de se divorciar?

Descobriu que tem uma doença grave?

É inevitável. Ao longo de nossas vidas passaremos por momentos difíceis, onde o chão parecerá faltar e não conseguiremos enxergar a luz no final do túnel.

Em situações assim, é muito comum que a gente acabe fugindo através de atitudes que, ao invés de iluminar o caminho, nos levam para o fundo do poço.

Alguns descarregam suas frustrações e tristezas no cigarro, acendendo um atrás do outro, na esperança de que seus problemas desapareçam junto com a fumaça.

Eu não fumo!

Outros mergulham no álcool, uma droga legalizada e socialmente aceita, que já acabou com muitas famílias e que nunca tirou ninguém do buraco.

Eu não bebo!

Ainda existem pessoas que, em seu profundo desespero, apelam para drogas e se iludem, pelo menos por alguns instantes, que o mundo é colorido e que possuem super poderes. Pena que eles desaparecem tão rápido quanto vieram.

Então como supero meus problemas, minhas agonias, minhas frustrações?

Eu tenho dois filhos que, pelo simples fato de existirem, já me conduzem com toda a força, para ser melhor a cada dia. Sou divorciado e nem sempre eles estão comigo, para abraçar e beijar, mas ainda assim me trazem a convicção do que realmente importa na vida.

Tenho uma esposa maravilhosa, que mudou minha vida, que me faz ser uma pessoa melhor a cada instante que estou ao seu lado, uma companheira que poucos no mundo terão a sorte de ter, como eu tenho.

Mas tenho também, a presença de quatro terapeutas especializados em minha vida.

Uma se chama Bechamel. Ela, com seu amor incondicional, me mostra que nós temos que expressar sempre nossos sentimentos às pessoas que amamos. Não sabemos se estaremos juntos amanhã. É preciso abraçar, beijar, dizer e demonstrar com atitudes hoje!

Outro se chama Bugatti. Com seu espírito livre, me mostra que temos que ter nossa mente sempre jovem, apesar do corpo envelhecer. Ver o mundo com os olhos de uma criança, mas com a razão de um adulto e aproveitar a vida ao máximo.

O terceiro é o Bruno. Um sujeito sério e fiel, que me mostra que temos que passar segurança para nossos entes queridos, mostrando que estamos ao seu lado para o que der e vier e que ele pode contar conosco. Pois mesmo que pareça que não existe saída, ela sempre aparece para quem não desiste.

E por fim, a Bisteca, um doce de cachorra. Para ela, estar ao nosso lado é o suficiente. Ela me mostra sempre que o bom da vida é a simplicidade. Não precisamos de luxo ou mordomias para sermos felizes, basta estar, como eu, ao lado de filhos sensacionais, uma esposa maravilhosa e quatro cachorros tirados da rua, direto para os nossos corações.

É assim que eu supero todos os meus problemas. E você, como faz?

Animal Irracional

No mundo atual, parece que se multiplicam os ativistas e defensores dos direitos dos animais. Será que não percebem que eles são seres inferiores? Não vêem que o homem, único animal racional, com sua busca constante por melhorias e conhecimento, tem por direito estar no comando do planeta e assim sendo, dominar espécies inferiores, para que sirvam aos seus propósitos, diversão e alimento?

Nossa inteligência superior sempre nos move a buscar algo melhor do que temos hoje. Buscamos constantemente um padrão de beleza, onde a tonalidade dos olhos, o brilho do cabelo, a altura, peso e cor da pele, nos fazem sentir, os donos do mundo. Mas o tempo, as tristezas, as decepções e traições, transformam a pele lisa em outra, enrugada. O brilho dos olhos se apaga. Os cabelos começam a cair e quem era rei, perde sua majestade.

Já os cachorros, seres inferiores que são, mal conseguimos determinar sua idade. Não se cuidam, não fazem regime, não usam maquiagem e não se importam com nada disso. No entanto, nascem, crescem e morrem praticamente iguais, o sonho de consumo de muita gente. Como um ser assim poderia trazer beleza ao mundo?

Nós, humanos, estudamos muito, trabalhamos muito, pesquisamos muito. Grandes homens passam a vida dedicados a uma única tese, se tornam celebridades, mas anos depois, outro gênio prova que estava errado. Célebres juristas descobrem brechas na legislação, mudam o modo de ver a lei e anos mais tarde, sua descoberta ajuda a libertar um assassino da cadeia. Abnegados cientistas descobrem a cura para uma doença cruel, mas nunca verão um paciente ser salvo por ela, pois não interessa financeiramente ao laboratório colocá-la nos balcões das farmácias.

Enquanto isso, os cachorros nos servem como guardas, companheiros, guias… A troco de que? Um pote de ração, uma tigela de água e um pouco de cafuné no final do dia. Com o que seres assim podem colaborar com nosso mundo?

Em nossa busca constante e árdua por um mundo melhor, muitas vezes derrubamos nossos próprios amigos, mas sempre por uma boa causa, uma promoção, uma namorada mais bonita, uma vaga melhor na garagem do prédio. São perdas necessárias para que os mais fortes possam sempre impulsionar o mundo no sentido certo! Quem não agüenta o ritmo não tem direito a liderar o mundo.

Mas os cachorros, não. Sempre ao nosso lado, não importa se não olhamos para ele, se esquecemos de deixar seu pote de comida cheio, ou se descontamos neles nossas raivas e frustrações. Muitas vezes abandonado à própria sorte, deixado para morrer em um beco escuro, a única coisa que este animal irracional gostaria era de voltar para o seu dono novamente.

Como um ser assim, poderia nos levar à evolução da espécie?

Então eu lhe pergunto: o que um animal irracional como este pode fazer pelo mundo? O que ele pode fazer por você?

Talvez, se um dia você perder uma oportunidade ou um emprego, se sua conta bancária perder alguns dígitos e se você perceber que as pessoas que o cercavam não estão mais ali, tenha uma certeza: seu cachorro estará!

Quando a vida lhe deixar marcas no rosto e sua beleza não for mais tão intensa, a ponto de arrastar fãs por onde passa, saiba que para o seu companheiro de quatro patas, nada disso importa.

Quando o amor da sua vida se encantar por outros olhos e você perder seu chão, saiba que ao seu lado está um presente de Deus, que lhe amará por toda a sua vida, incondicionalmente.

Realmente, os animais não vão melhorar o mundo. Isso depende só de nós.

Porque eles, os “irracionais”, já estão muito mais adiantados que nós!

Touradas – Isso tem que Acabar!


Que o ser humano é capaz de selvagerias e atrocidades inimagináveis, isso todo mundo sabe.

Que o ser humano é o único animal que mata por prazer, todo mundo sabe.

Que o ser humano trata qualquer espécie que não a dele (e muitas vezes a dele também) como inferiores, todo mundo sabe.

Mas eu me pergunto, porque tem que ser assim?

Porque aceitamos isso de braços cruzados e atribuimos estas barbáries como sendo algo inerente à natureza humana.

Me desculpe dizer, mas a minha natureza não é esta. A minha espécie não é esta. E eu não pretendo passar minha vida de braços cruzados.

A tourada é um ato de crueldade e covardia, como poucos.

Um valentão, munido de espadas e espetos, sangra um animal estupendo como o touro até a sua morte. Sempre cercado, amaparado e salvo, por outros inúmeros machões em seus cavalos, com mais outras tantas espadas, caso o touro esboçe uma reação.

O touro vai ficando fraco, comablido até que, o misericordioso carrasco, aplica um último golpe para poupá-lo do sofrimento.

Aí um bando de ignorantes, micos amestrados, batem palmas, gritam “Olé” e jogam flores para o retardado no centro da arena.

Os mesmo idiotas, que ao verem uma cena de crueldade na televeisão contra um outro ser humano indefeso, fica profundamente revoltado.

Porque é bacana matar animais com requintes de crueldade? O que isso pode trazer de bom a uma pessoa? Que sentimento mais nefasto pode despertar em um ser humano, presenciar a morte de outro ser vivo desta forma?

A WSPA (Sociedade Mundial de Proteção aos Animais) lançou uma campanha para poribir as touradas na Catalunha. Esta campanha já conseguiu sensibilizar vários membros do parlamento espanhol, mas é preciso mais!!

É preciso que você descruze seus braços, perca 1 minuto do seu tempo e assine o abaixo assinado.

Mudar o mundo é fácil, basta querer!!!

Para se juntar a nós e pedir o fim das touradas na Espanha, participe da petição: É Hora de Dizer Basta!

O Cachorro da Moda

Este foi o meu primeiro texto e a inspiração para criar os meus blogs. Não sei porque, só agora estou postando aqui, apesar dele estar em alguns outros sites.O Cachorro da Moda

“Quando eu era pequeno e passeava pelas ruas de São Paulo, era muito comum ver no quintal das casas cachorros que me fascinavam. Quem não queria ter um Pastor Alemão e se sentir como aquele garotinho, dono do Rin-Tin-Tin? Ou uma Collie e ter um cachorro quase humano como a Lassie? Melhor ainda, um São Bernardo, com seu barrilzinho preso no pescoço salvando pessoas perdidas nas geleiras paulistanas? Quem não queria ser protegido por um Doberman como nos filmes de ação? Ou ter um Sheepdog gigantesco como o Digby e aterrorizar sua vizinhança?

Em casa eu ainda não podia ter um cachorro, pois minha mãe tinha horror a sujeira. Mas da casa da minha bisavó eu ainda guardo a lembrança de um “CÃO POLICIAL”, o Mate. Para mim se tratava de um cachorro enorme, com o pelo brilhante, que me despertava amor e medo em proporções iguais. Os adultos faziam muito alarde por ele ser bravo, mas nunca nenhum dos netos sequer se arranhou.

Alguns anos se passaram, mas a minha mãe não mudou de opinião. Eu já não via mais aqueles cachorros da minha infância nas ruas. Agora eram muitos Cockers. Quem não se apaixonou por um deles, pelo menos na vida, com aquele olhar pidão? Via passeando 101 Dálmatas em cada quarteirão e o carrancudo Boxer, que poderia ser tema de música para ninar, assustando criancinhas, mas que na realidade é uma babá de primeira.

Os cães de guarda também mudaram, os pastores não eram mais alemães, e sim Belgas ou Suíços, os elegantes Dobermans deram lugar ao mal humorado Rotweiller, tão mal compreendido. Mas o que mais me marcou nessa fase da minha vida foi uma VIRA-LATA que encontramos perdida e prenha numas férias em Ubatuba. Demos abrigo, comida, um nome (Samantha) e ajudamos a nascer e a encontrar um lar para todos os seus filhotes. Engraçado, sempre que alguém da família lembra dela, dizemos que nós a achamos, mas hoje vejo perfeitamente que ela nos achou.

Finalmente chegou a minha fase adulta e pude dar vazão a alguns sonhos. Como não poderia deixar passar, meu primeiro cão. Um Dog Alemão, lindo demais, doce demais (mas que ninguém chegasse muito perto). O nome dele era Bacco e eu o guardo no coração até hoje. Depois dele vieram Balboa, Sherlock e Bacci, respectivamente um Boxer, um Basset Hound e uma Cocker.

Três cachorros maravilhosos. O Balboa expressava um amor por nós como poucos. O Sherlock se virava em três para acompanhar os outros dois e a Bacci, que em um livro não conseguiria dizer tudo que tenho a dizer dela…era um anjo de quatro patas, com o perdão do clichê.

Mais alguns anos se passaram e os quintais mudaram de donos novamente. Golden Retrivers e Labradores passeando pelas praças. O Maltês que veio junto com a internet gratuita. Impossível passar dez minutos num pet shop sem ver um Lhasa Apso. E nosso amigo Rotweiller foi desbancado pelo polêmico Pitbull.

Hoje, em 2007, eu tenho uma SRD, o famoso SEM RAÇA DEFINIDA. Sem dúvida, foi um presente da Bacci, que morreu no começo do ano, entregue pelas mãos da Marta e do Mauro.

Não tenho medo de dizer que, em apenas três meses, essa cachorrinha salvou a sanidade mental de duas pessoas, trouxe de volta alegria de nossa casa, mudou as brincadeiras com meus filhos e nos trouxe de volta um sentimento de amor incondicional que só um cachorro pode oferecer.

O dia não está completo sem que ela me acorde lambendo o rosto, ou que persiga a bola quando jogo futebol com meus filhos, ou que a Mari tenha que levá-la no colo até o muro para ela ver o movimento da rua, ou que ela me desaloje do meu travesseiro. Essa cachorra há três meses estava na rua, prenha, suja, machucada, desnutrida e inteira coberta de pulgas e carrapatos. E por que? Porque ela não nasceu com pedigree. Porque ela não está na “moda”.

O mais irônico nessa história toda, é que a moda passa ao longo dos anos. Passam os pastores, dobermans, rotweillers, poodles, pequineses… Que fique claro que não tenho absolutamente nada contra eles, muito pelo contrário, mas o bom e velho VIRA-LATA nunca sai de moda.

O amor, a fidelidade e a gratidão que um animalzinho deste traz consigo, não é algo que se encontre em livros sobre cães de raça. Não quero com isso dizer que eles sejam melhores ou piores que qualquer outro. Quero dizer apenas que eles são diferentes, eles são únicos, eles são “a nossa cara”.

De todos os relatos que eu li sobre adotantes, acho que não passou um que não dissesse exatamente isso em seus textos. Os animais adotados se encaixam em nossas vidas e em nossos hábitos de uma forma tão maravilhosa, que quando nos damos conta, percebemos que eles fazem parte de cada segundo do nosso dia. Eles se adaptam e se contentam com o que podemos oferecer, e para eles isso é mais do que o suficiente.

É mais do que eles poderiam querer. Talvez por terem conhecido de perto as dificuldades de sobreviver nas ruas, eles dão valor a cada segundo ao nosso lado, sob um teto seguro, com comida, água e carinho garantidos.

Então quando ouço pessoas dizendo da nossa coragem, ou da nossa bondade, ou do nosso desprendimento em adotar um cachorro vindo da rua, só posso dar risada e ter comigo a certeza de que apenas quem nunca teve a oportunidade de ser adotado por eles, pode pensar dessa forma.

Eu amo minha cachorra e agradeço a Deus por ela ter me encontrado e por ter colocado na Terra pessoas como o Mauro e a Marta, com certeza seus mensageiros, que dedicam parte de sua vida e seus recursos para trazer à pessoas desconhecidas a chance de viver tudo isso.

Obrigado Bacci, obrigado Bechamel, obrigado Mauro e Marta, obrigado Mah. Eu lhes serei eternamente grato.
(Alexandre Brendim)

Old Shep, Sempre Fiel

No verão de 1936 um pastor de ovelhas ficou doente e foi levado a Fort Benton, Montana para se tratar. Old Shep, seu Border Collie, foi junto com ele, mas o pastor não resistiu e morreu poucos dias depois.

Seu corpo foi enviado de volta para seus parentes e Old Shep viu, com muito nervosismo, o caixão ser colocado no vagão de carga do trem e ir embora. Ninguém se lembra o nome do pastor, mas Old Shep ficou conhecido por todos nos anos seguintes.

Nos seus 5 anos e meio de vida depois da morte do pastor, Old Shep montou vigilia na estação de trem, sempre esperando pela volta do seu companheiro, saudando, em vão, cada um dos quatro trens que passavam diariamente por ali.

Old Shep foi “descoberto” pelo programa Ripley’s “Acredite se Quiser” e se tornou uma sensação durante aquela era de depressão ao qual passavam os EUA.

Cartas chegavam, escolas infantis mandavam presentes de natal, diversos viajantes desviavam-se de seus destinos, apenas para ver aquele “sempre fielcachorro na estação, esperando pelo pastor, que nunca veio.

Tragicamente, em 12 de dezembro de 1942, um velho e surdo Old Shep, não percebeu que o trem das 10:17 chegava e acabou escorrengando nos trilhos congelados, sem conseguir fugir.

Seu obituário foi transmitido pelas duas agências de notícias e seu funeral foi realizado dois dias depois, na presença de centenas de pessoas, a guarda de honra e uma mortalha onde vinha escrito:

Louvor a um cão”, originalmente escrito para um companheiro e bravo cachorro “Old Drum” e foi lido pelo ministro da cidade.

Old shep foi enterrado em um morro solitário, olhando para baixo em direção a estação de trem. A Great Northern Railroad construiu um pequeno obelisco, com uma madeira escrito Shep nela, logo abaixo, pedras brancas também com o escrito Shep. Ela ficava iluminada a noite e os condutores dos trens apontavam indicando aos seus passageiros.

Mas as linhas de trem logo pararam de passar por Fort Benton e a sepultura de Shep virou ruína.

Alguns fãs de Old Shep no entanto, motivado por Paul Harvey, em 1988 decidiram reformar e restaurar a sepultura e o monumento. A placa agora é de aço e as luzes funcionam novamente.

O local agora é mantido pela Kiwanis Key Club, a Sociedade de Melhorias Comunitárias de Fort Benton e um parque com estacionamento e trilhas para caminhadas, construída em volta do monumento. Agora para visitar a sepultura é fácil.

Na cidade, o Museu do Alto Missouri, mostra a coleira e a tigela de comida de Old Shep. É um dos muitos lugares que vendem as moedas de Shep.

Fonte:http://roadsideamerica.com/story/4367

Paul Watson o Protetor dos 7 Mares

“Eu me sinto honrado de proteger as baleias golfinhos e focas – e todas as outras criaturas da Terra. Sua beleza, inteligência, força e espírito, tem me inspirado. Estes seres tem falado comigo, tocado em mim e eu me sinto recompensado pela amizade de vários membros de diferentes espécies.

Se as baleias sobreviverem e florescerem, se as focas continuarem vivas e continuarem a se reproduzir e se eu conseguir contribuir para assegurar a sua futura prosperidade, eu serei eternamente feliz.” (Paul Watson)

Este é Paul Watson, um homem apaixonado pela vida marinha e talvez, o defensor dos direitos animais mais fervoroso dos nossos tempos.

Paul Watson foi um dos fundadores do Greenpeace, junto com outros companheiros de batalha, conquistaram direitos aos animais, antes mesmo de ouvirmos falar nisso.

É muito fácil para qualquer um de nós empunharmos uma bandeira, ou defendermos uma causa em pró dos animais. Basta termos a disposição para isso e seguirmos os exemplos deixados por pessoas como Paul Watson.

Ao perceber que o próprio Greenpeace, perdeu o foco combativo de seu início, se tornando uma entidade um pouco mais burocrática, buscando os direitos dos animais em reuniões e conferências, Paul Watson junto com outros fiéis parceiros, fundou o Sea Shepherd.

Estes homens então, passaram a se dedicar de corpo e alma à vida marinha, colocando em risco as próprias vidas, para defender golfinhos, focas, baleias e qualquer forma de vida selvagem habitante nos mares e oceanos.

Mesmo tendo conseguido várias vitórias e obtido o respeito de diversos países, a luta continua e sua maior batalha hoje, se concentra em seu próprio país, o Canadá, que insiste em permitir a matança indiscriminada de bebês focas, para ornar as madames americanas, uma vez que a Europa proibiu o comércio de peles em seu território.

Paul Watson luta há 49 anos pelos animais, mas parece que começou ontem. Uma vida inteira dedicada a isto. Um homem que devemos respeitar e admirar, mesmo os que não se importam com a causa, pois ele e sua equipe, estão trabalhando por você.

O Sea Shepherd Conservation Society (Sociedade de Conservação Pastores do Mar), se dedica às pesquisas, conservação e aplicação das leis, tratados, resoluções e regulamentações estabelecidas para proteger a vida selvagem marinha mundial.

Esta é uma breve apresentação deste homem fantástico, para ver a matéria completa, os créditos, links e maiores informações clique aqui:http://www.guapeca.com.br/Paul-Watson-Homem-Heroi-1.htm

Um mínimo gesto, significa muito!


Muitas vezes, conversamos sobre resgatar animais de rua, da importância que isso tem, não só para os animais que passam a ter uma vida digna, segura e saudável, não só para nós, que ganahmos um companheiro para toda a hora, mas pricipalmente para a sociedade como um todo.

Uma cadela pode procriar duas vezes por ano, levando-se em conta uma média de 6 filhotes por gestação, ao final de 10 anos, ela terá colocado no mundo, direta e indiretamente, mais de oitenta milhões de cachorros!!!

Esses número não são invenções de ecochatos, estes números não são fornecidos por alarmistas de plantão, estes números fazem parte de um cálculo estatístico básico, que qualquer um com conhecimento poderá comprovar.

Oitenta milhões de animais a mais nas ruas, por conta de uma única fêmea não castrada na rua há dez anos atrás.

Agora imagine se essa cadelinha, tivesse sido tirada da rua, como a nossa Bechamel, por protetores, imagine se ela tivesse sido alimentada, vermifugada, vacinada e castrada e na sequência doada para você…

Na cabeça de muitos, o fato de um cachorro ter sido tirado da rua, não muda em nada o problema de zoonoses em uma cidade grande. Realmente, um cachorro a menos na rua não muda nada.

Mas oitenta milhões de animais, já é um número considerável…

As cidades hoje, não tem oitenta milhões de animais na rua, muitas cidade hoje, poderiam não ter nenhum animal de rua, se um único cachorro, tivesse sido resgatado há dez anos atrás.

Tudo poderia ser diferente hoje, se esta consciência existisse há dez anos atrás, mas não existia… Mas isso não nos permite fechar os olhos, cruzar os braços e mal dizer as gerações passadas.

Cabe a nós iniciarmos este ciclo, cabe a nós entendermos que um único cachorro retirado das ruas, faz SIM uma diferença enorme!!

Quando passar pela sua cabeça a dúvida, se vale ou não a pena adotar um cachorro de rua, se esse seu gesto vai ou não mudar o mundo, pense neste número:

Oitenta milhões, trezentos e noventa e nove mil, setecentos e oitenta cachorros!!!

Este é o número de cachorros que você terá salvado em dez anos!

Todo mundo sempre sonha ser um herói, um nome a ser lembrado, realizar algo realmente grandioso, pois bem, você hoje tem a chance de realizar isso. Basta adotar um único cachorro de rua e você terá colocado na história o seu nome!!!

Procuramos um lar!!

Há alguns meses, decidimos alimentar todos os guapecas que encontramos em nosso caminho, todos eles foram batizados, para que, em um eventual reencontro, lembrarmos de seu caso e assim poder acompanhar como eles estão.

De todos que cruzamos, dois sempre nos chamaram a atenção, primeiro porque moravam perto de casa, segundo porque se afeiçoaram a nós e nós a eles muito rapidamente e terceiro porque são cachorro lindíssimos.

Bugatti e Bruno moravam em um terreno, que foi usado como sede do alojamento dos operários da construção de um hospital. Eles foram abrigado pelo vigia noturno e muitas pessoas da região já os conhecia.

Tudo ia muito bem, eles pareciam muito saudáveis, muito felizes, apesar de Bruno ser um pouco mais cauteloso. Até que a obra acabou.

O alojamento foi desfeito, os funcionários mudaram de endereço, bem como o vigia noturno e não víamos mais os dois.

Nós pensávamos que tinham sido atropelados, ou capturados pela carrocinha, ou simplesmente mudaram de lugar, uma vez que não encontravam mais comida nem abrigo por lá.

Saímos então, em busca de informações e descobrimos que o vigia tinha mudado de obra e os dois tinham seguido eles. O bom é que a obra era bem pertinho.

Seguimos as orientações e encontramos os dois, bem magrinho, mas fizeram uma festa enorme quando nos viram. Conversando com os operários desta obra, descobrimos que o responsável por ela, iria chamar o CCZ para retirá-los de lá.

CCZ hoje é de morte e nossa alma gelou. precisávamos fazer alguma coisa!

Trouxemos os dois para casa, levamos no pet para dar banho, demos remédio para as pulgas ( acredite, eles não tinham nenhuma!!), vermífugo, vacinamos os dois contra tudo e hoje eles estão alegrando nossa casa.

Eles são lindíssimos, super saudáveis, brincalhões e adoram um carinho. O Bugatti é um Border Collie “genérico” e o Bruno um Pastor Alemão “genérico” também.

Nós queríamos muito ficar com eles, mas se ficaram os, não poderemos mais abrigar outros cachorros necessitados e por isso estamos procurando um lar para os dois.

O ideal seria que alguém quisesse ficar com os dois, pois eles fazem uma dupla incrível, mas sabemos que isso é muito difícil, então não existe esta necessidade, eles poderão ser adotados individualmente.

São cachorros muito especiais, absurdamente mansos, alegres e agradecidos.

É uma oportunidade única na vida, pois cachorros assim, serão seus companheiros até o último dia de suas vidas.

A gente vai brincar com eles no jardim e quando cansamos e sentamos um pouco, os dois sentam ao nosso lado, são muito companheiros.

Que tal abrir seu coração para esses amigões… Tenho certeza que você não irá se arrepender!

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