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Paul Watson
"O Rei dos Mares".

"Eu me sinto honrado de proteger as baleias golfinhos e focas – e todas as outras criaturas da Terra. Sua beleza, inteligência, força e espírito, tem me inspirado. Estes seres tem falado comigo, tocado em mim e eu me sinto recompensado pela amizade de vários membros de diferentes espécies.

Se as baleias sobreviverem e florescerem, se as focas continuarem vivas e continuarem a se reproduzir e se eu conseguir contribuir para assegurar a sua futura prosperidade, eu serei eternamente feliz.” (Paul Watson)

Capitão Paul Watson, do Sea Shepherd

Paul Watson, nasceu em Toronto, Canadá em 02 de dezembro de 1950, aos seis anos de idade, ele e sua família se mudaram para uma cidade de pesca de lagostas em St. Andrews-by-the-Sea, New Brunswick. O mais velho de 7 filhos, Watson viveu lá até 1964m quando sua mãe faleceu e seu pai retornou a Toronto com a família.

Em 1960, Paul já era membro do Kindness Club, uma organização de proteção animal, hoje mundialmente conhecida, fundado por Aida Flemming em New Brunswick, que foi condecorada como a Mulher do Atlântico do ano de 1962 e recebeu a Ordem do Canadá em 1978. (Merecerá uma matéria posteriormente)

Paul Watson ainda criança no colo de sua mãe          Paul Watson ainda jovem, mas já começando a se interessar em proteger a vida marinha

Aos nove anos de idade, após ver um castor ser morto por caçadores, ele confiscou e destruiu todas as armadilhas (aquelas que prendem os animais pelas pernas)que encontrou. Desde esta idade, Paul Watson incomodava os caçadores de veados e patos e ainda evitava que outros meninos da sua idade atirassem nas aves.

Em 1967, ele deixou a sua casa, para ir trabalhar na Expo 67, em Montreal e depois foi de trem até Vancouver, para trabalhar como bombeiro no navio a vapor Princess Marguerite. No ano seguinte, Paul Watson ingressou na Guarda Costeira Canadense, seu primeiro navio, foi o navio meteorológico C.C.G.S. Vancouver.

Já em 1969, se juntou à tripulação do navio graneleiro norueguês Bris em uma viagem da África à Ásia. Estas viagens para Canadá, Noruega, Suécia, Inglaterra, ainda muito jovem, lhe renderam uma enorme experiência em navegar em qualquer situação no mar, inclusive tufões no Mar da China Meridional, tempestades no Atlântico Norte, icebergs soltos ao Norte do Atlântico e águas em guerra no Golfo Pérsico.

Ele permaneceu na Guarda Costeira por dois anos, em navios meteorológicos, inspecionando bóias e procurando e resgatando hovercrafts (aerobarco).
O primeiro barco do Greenpeace

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Greenpeace abordando navio de pesca

Os Dias no Greenpeace

Paul Watson foi um dos co-fundadores da Fundação Greenpeace. Em 1969 seu envolvimento começou, ao ajudar a organizar uma viagem até a fronteira dos EUA e Canadá, para protestar contra testes nucleares na Ilha Amchitka, realizado pela Comissão de Energia Atômica.

Os poucos participantes do protesto, formaram um grupo para trabalhar em novas idéias, para se opor aos teste em Amchitka. O grupo foi batizado como Don't Make a Wave Committee (Comitê Não Faça Onda) e era composto primeiramente por membros do Sierra Club e Society of Friends (Quakers). Membro do Sierra Club, Watson foi incentivado a protestar, por ser um fervoroso defensor da vida marinha.

Em 1971, o Don't Make a Wave Committee patrocinou o Greenpeace I, um barco de pesca canadense de 14 anos, conhecido anteriormente por Phyllis Cormack.

O navio partiu de Vancouver em direção a Amchitka, sob o comando do Capitão John Cormack, com a intenção de navegar dentro da zona de testes, havia treze voluntários à bordo, incluindo Robert Hunter, Rod Marining, and Lyle Thurston. Trinta anos depois, estes três homens ainda navegam com o Capitão Watson nas campanhas do Sea Shepherd.

Os testes foram abortados e o Greenpeace I voltou para casa.

Ao mesmo tempo, um segundo navios estava sendo preparado, um caça-minas canadense, o Edgewater Fortune , que foi batizado como Greenpeace Too ( um trocadilho entre a palavra two ‘dois’ e a palavra too ‘também’) e novamente, um dos seus tripulantes era Watson. Ele passou perto do Greenpeace I em Campbell River e seguiu rumo ao Norte do Alaska, primeiro passando por Juneau, e, depois contornando Golfo do Alasca até Aleutians.

Aqueles testes nucleares haviam sido abortados, mas a Comissão de Energia Atômica, marcou rapidamente novos testes, afim de evitar novos transtornos com a chegada do Greenpeace Too. Uma explosão de 5 megatons foi realizada, quando o navio estava a poucas milhas de distância.

Paul Watson e Robert Hunter protegendo a vida marinha da caça predatória
logo do Greenpeace

Camapnha do Greenpeace

As controvérsias que as viagens do Greenpeace causaram, obrigaram as autopridades a cancelar futuros testes e as explosões realizadas em novembro de 1971, foram as últimas realizadas em Amchitka.

Em 1972, o Don't Make a Wave Committee pegou o nome de seus dois primeiros navios e foi renomeado como Greenpeace Foundation.

Paul Watson foi um dos membros fundadores e diretores do Greenpeace, na realidade ele foi oficialmente o oitavo membro fundador, Robert Hunter foi o primeiro e seu número de registro, enquanto era membro do Greenpeace, era 000, sua esposa Roberta Hunter, foi a segunda, com o número 001 e Paul era e continua sendo o número 007.

Em 1972, Watson comandou um pequeno barco chamado Astral e o colocou em rota de colisão, com um porta-helicópteros francês, o Jeanne D'Arc, no porto de Vancouver, como forma de protesto, em relação aos testes nucleares, realizados pela França, no Atol de Mururoa no Pacífico Sul. O Jeanne D'Arc foi obrigado a mudar o curso, não satisfeitos, o Astral navegou proa com proa do navio de guerra, forçando-o a parar.


Em 1973, Watson e David Garrick representaram o Greenpeace durante a ocupação do Wounded Knee, em South Dakota pelo American Indian Movement (Movimento Índio Americano). Os dois serviram como voluntários. Watson trabalhava como auxiliar-médico e enviava os relatos para Robert Hunter publicar no Vancouver Sun.

Em 1974, Watson, Robert Hunter, Dr. Paul Spong, entre outros, organizaram a primeira campanha do Greenpeace, contra a caça às baleias.

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Paul Watson protegendo as baleias da caça predatória
Em 1975, Paul Watson serviu como primeiro oficial do Capitão John Cormack, na expedição que tinha com o objetivo, interceptar a frota baleeira soviética. Em junho de 75, Paul e Robert, foram as primeiras pessoas a colocarem suas vidas em risco, para defender as baleias, ao colocarem o seu bote inflável Zoodíaco, entre os arpões do navio e as baleias indefesas. Durante o combate, uma baleia foi atingida e morta pelos arpões e passou por cima do pequeno Zoodíaco e Paul pode perceber a compreensão nos olhos da baleia e sentir que ela sabia o que eles estavam tentando fazer. Paul assistiu o magnífico Leviatã (monstro marinho bíblico) levar seu corpo para longe do barco, mergulhar sobre as ondas e morrer. Estes poucos segundos que ele olhos para os olhos da baleia morrendo, mudaram para sempre a sua vida. Ele prometeu que passaria a ser um defensor das baleias e todas as criaturas vivas do mar até o fim de sua vida.
Em 1976, Watson serviu de novo, como Primeiro Oficial no Greenpeace V, antigo caça-minas canadense, de nome James Bay.. Mais uma vez, a tripulação interceptou um baleeiro soviético, agora no Norte do Hawaii.

Após as campanhas de proteção às baleias, Watson e David Garrick, organizaram a primeira campanha do Greenpeace para proteger focas Harp e Hood, na Costa Leste do Canadá.Durante a campanha, Paul e Robert fizeram um grande navio-caçador de focas, o Arctic Endeavor ficar encalhado no gelo.

O feito deles foi reportado no jornal Georgia Straight e intitulado como Shepherds of the Labrador Front (Pastores do Campo de Batalha de Labrador). Este artigo teria sido a inspiração para o nome Sea Shepherds (Pastores Marinhos).



Paul Watson e Robert Hunter parando um navio de caça as focas
Brigitte Bardot ao lado do Greenpeace
atriz e ativista Brigitte Bardot



Em 1977 Paul liderou a segunda campanha do Greenpeace contra a caça das focas na Costa do Labrador e desta vez, trouxe consigo a atriz e ativista Brigitte Bardot consigo, afim de angariar maior atenção das autoridades em relação às focas.

Posteriormente a esta jornada, Watson se algemou a uma pilha de peles de foca que foram colocadas no guincho do navio dos caçadores, afim de paralisar a ação deles. Quando os caçadores de pele perceberam o que ele estava fazendo, içaram-no junto com as peles, através das geleiras até eles baterem no casco do navio, não satisfeitos, mergulharam Paul nas águas gélidas várias vezes, até que perdesse os movimentos das pernas e depois a consciência. Finalmente, quando oficiais do Ministério da Pesca chegaram à cena, ele estava preso a uma maca, quase sufocado com óleo de baleia que os tripulantes haviam despejado por todo seu rosto, e haviam arrastado ele através de todo o convés do navio, debaixo de pontapés e inteiro lambuzado de gordura e sangue.

Em junho de 1977, Paul Watson deixou a Fundação Greenpeace por divergir das táticas de atuação e por conta da burocracia, que tomou conta da instituição. Patrick Moore que substituiu Robert Hunter, era contrário à campanhas de ação direta e comunicou Paul, de que ele não lideraria mais campanhas em proteção às focas.

Watson percebeu que os objetivos originais do Greenpeace haviam sido comprometidos e porque viu a necessidade global, de continuar as atividades em alto-mar através de uma organização que aplicaria as leis que protegem a vida marinha.

Para responder às suas necessidade, Paul Watson, fundou naquele mesmo ano o Sea Shepherd Conservation Society (Sociedade de Conservação Pastores do Mar), dedicado às pesquisas, conservação e aplicação das leis, tratados, resoluções e regulamentações estabelecidas para proteger a vida selvagem marinha mundial.

Bandeira do Sea Shepherd
Paul Watson sendo resgatado das águas congeladas

 

Em dezembro de 1978, com a ajuda da Cleveland Amory and the Fund for Animals (espécie de fundo financeiro para animais), comprou um barco pesqueiro inglês e o transformou em um navio para conservação da vida marinha e o batizou como Sea Shepherd.

A sua primeira viagem foi em março de 1979, com destino ao Golfo de St. Lawrence na Costa Leste do Canadá, afim de mostrar ao mundo, a caça de focas naquele país, utilizando táticas de ação direta para salvar os filhotes de foca, alvo dos caçadores. O resto deste ano, foi dedicado a encerrar a carreira do navio baleeiro Sierra.


Ativismo

* Através dos anos Paul Watson trabalhou em diversas frentes ativistas,
* Co-fundador do Greenpeace em 1972
* Co-fundador do Greenpeace International in 1979
* Fundador do Sea Shepherd em 1977
* Correspondente de Campo do Defenders of Wildlife (Defensores da Vida Selvagem) entre 1976 e 1980
* Agente de Campo Representativo do Fund for Animals de 1978 a 1981
* Representante do Royal Society for the Protection of Animals (Sociedade Real de Proteção aos Animais) em 1979
* Co-fundador do Earthforce Environmental Society (Sociedade Ambiental Força da Terra) em 1977
* Co-fundador do Friends of the Wolf (Amigos dos Lobos) em 1984
* Filiou-se ao Sierra Club em 1968, permanecendo filiado até hoje
* Conselheiro Nacional do Sierra Club dos EUA
* Diretor do Sierra Club entre 2003 e 2006

 

Capitão Paul Watson no Sea Shepherd com um bebe foca a salvo

Capitão Paul Watson em um dos navios comandados por ele, na luta pela vida marinha
Educação e Apresentações Públicas

* Paul Watson se formou em comunicações e lingüística pela Universidade Simon Fraser
* Lecionou em várias universidades ao redor do mundo
* Professor de Ecologia no Faculdade de Design de Pasadena, entre 1990 a 1994
* Instrutor do Programa de Honra da UCLA entre 1998 e 1999
* Orador registrado do Escritório de Oradores Jodi Salomon em Boston
* Se apresenta em diversa faculdade e universidades dos EUA e em eventos especiais pelo mundo.

Política
* Concorreu para Membro do Parlamento em Vancouver nas Eleições Federais do Canadá
* Concorreu duas vezes pelo Partido Verde
* Concorreu para Prefeito de Vancouver em 1975
Capitão Paul Watson comandando um dos navios da frota do Sea Shepherd
Tripulação do Sea Shepherd, comandada pelo Capitão Paul Watson
Prêmios e Comendas

* Cidadão Honorário da cidade francesa de St. Jean Cap Ferrat em 1996
* Cidadão Honorário da Florida Keys em 1989
* Prêmio Toronto City TV's Ambientalistas do Ano, em 1990
* Prêmio Genesis em 1989
* Integra o U.S. Animal Rights Hall of Fame (Quadro da Fama de Proteção aos Animais dos EUA), desde 2002
* Prêmio George H. Bush Daily Points of Light em 1999 em virtude de seus esforços voluntários em defesa do ativismo conservadorista.
* Eleito pela Time, como um dos heróis do meio ambiente do século XX em 2000

Trabalhos Publicados

* Shepherds of the Sea* em 1979
* Shepherd: My Fight for Whales and Seals* em 1982
* Cry Wolf* em 1985
* Earthforce! em 1993
* Ocean Warrior em 1994
* Seal Wars em 2002

* Esses livros não foram republicados e só podem ser encontrados em programas de procura e-books


Pessoal

Watson tem uma filha Lilliolani Paula Lum Watson, nascida em 1980


Olhar desolado de um dos tripulantes do Sea Shepherd ante um mar de sangue
Continuando o Compromisso

Paul Watson serviu como Mestre e Comandante em sete navios Sea Shepherd diferentes deste 1978, ele ainda comanda o navio principal Steve Irwin e lidera as campanhas do Sea Shepherd para proteger a vida marinha indefesa ao redor do mundo.

Mais sobre o Sea Shepherd: http://www.seashepherd.org/who-we-are/our-history.html
Mas sobre o Greenpeace: http://www.seashepherd.org/who-we-are/paul-watson-and-greenpeace.html
Fonte: http://www.seashepherd.org/who-we-are/captain-watsons-biography.html