quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Bechamel e seus amigos

Este é o primeiro vídeo que fiz.

A intenção de publicá-lo é para que as pessoas possam perceber, como uma cachorrinha de rua, pôde mudar a vida de toda nossa família.

Se o video agradar, eu me aventuro a fazer o segundo, rsrs...

Com vocês, Bechamel e alguns cachorros que ajudamos a doar:

"De grande significação reconhecer que muito mais importante, para qualquer de nós na vida, não é bem aquilo que nos sucede, mas justamente aquilo que fazemos acontecer"

(Emmanuel, por Chico Xavier)

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Border Collie Perdido!!!


Recebi este e-mail da Jane Cucatto, protetora de Curitiba, do blog Vira Lata & Cia e não poderia deixar de repassar, na esperança que alguém possa tê-lo visto.
"Ontem dia 15/02, por volta das 18:00 Hrs., um amigo meu sofreu um acidente de carro na altura do KM 545 da Rod. Régis Bittencourt, quando voltava de uma competição em São Paulo.
O carro capotou perto da entrada de Barra do Turvo.
Os humanos estão bem, mas um dos cães faleceu e o outro está desaparecido.
Por favor, vamos ajudar a encontrar este fofo, para dar, pelo menos, um consolo para o dono dele.
Ele é um Border Collie, branco e marrom, de aproximadamente 3 anos e atende pelo nome de Nésto.
Se alguém tiver alguma informação, por favor ligue para:
(41) 9691-9331 Dra. Fernanda
ou
(41) 9972-9297 Marco"
Vamos tentar salvar a vida do Nésto, quem souber de alguma coisa ou puder repassar para seus contatos, por favor colaborem com eles.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Pais Animais

Muitos posts que eu coloco aqui no blog, dizem, direta ou indiretamente, que nós, animais racionais, temos muito a aprender com os "animais irracionais".

Muitas vezes, uma imagem vale mais do que mil palvaras

Então eu achei este vídeo, que mostra bem o que eu penso:





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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A dura vida de quem só quer ajudar

Quando acompanhamos o dia-a-dia de protetores é impossível ficar passivo.

A vontade de ajudar também, de tirar animais da rua, de trazer luz à vida deles, é simplesmente contagiante. E após vencer a inércia do braço cruzado, percebemos que ajudar aos animais é bem mais complicado do que pensamos.

Semana passada, ao levar meus filhos ao colégio, vi um guapequinha na rua, mancando da pata traseira. Tive o impulso de trazê-lo para casa, cuidar dele e procurar um lar, mas escola vem primeiro!

Deixei as crianças no colégio e voltei pra casa. Ao contar para Mari, voamos para tentar achá-lo.

Depois de procurar bastante, eu o encontrei no meio do mato, acoado, tentando se esconder. Quando ele percebeu que eu estava chegando perto, saiu correndo em direção à rua.

A Mari tentou seguí-lo, mas ele subiu a ladeira com uma ligeireza absurda. Peguei o carro e começamos a "caçada".

Depois de um bom tempo e várias descidas infrutíferas do carro, achei o ponto perfeito para pegá-lo. Um carro atravessado na calçada seria o local exato!

Não é que aquele cachorro com uma pata defendida (provavelmente quebrada) e a outra machucada, me deu um drible digno do Garrincha e se mandou??

Ao chegar no trabalho e contar para algumas pessoas, ouvimos brincadeiras dizendo que se um cachorro com 2 patas machucadas nos deu esse baile, imagine se ele estivesse com as 4 patas saudáveis!!

Ainda não o reencontramos para uma nova investida, mas hoje cruzei com uma fêmea de Pastor Alemão linda, atravessando a Av. Cidade Jardim, com a pata dianteira muito machucada e a língua arrastando no chão de tanta sede e cansaço. Não tinha como parar, pois estava prestes a entrar na Marginal.

Mas, chegando no trabalho, peguei a Mari e saímos em uma nova busca.

Achamos esta pastora depois da ponte, numa pracinha, junto com um filhotinho. Larguei a Mari lá e só consegui parar o carro no Jóquei. Os dois latiam muito para ela, que foi se aproximando aos poucos. Lentamente, conseguiu a atenção e confiança deles a ponto de fazer carinho e sentar ao seu lado. Pudemos ver de perto que o machucado era bem grave, a pata estava esmagada, com sangue coagulado.

Fui correndo pegar comida e água no posto em frente, pois estava com o carro da minha mãe.

Quando voltei, a Mari estava conversando com um mendigo completamente bêbado. Um carroceiro que provavelmente era o dono dos cachorros (pelo menos dizia - ou grunhia - que era). Tentamos conversar com o dito, mas o estado etílico do infeliz tornou esta conversa bizarra.

Nenhum argumento nosso era ouvido e ao tentarmos pegar o cachorro, o mendigo nos deixou claro que isso não iria acontecer.

Dois cachorros de rua, machucados, estão vagando ainda, por conta de nossa incapacidade de ajudá-los.

É muito frustrante passar por esta situação, mas quando começamos a pensar em fazer isso, sabíamos que não seria fácil.

Nós agora entendemos porque poucas pessoas o fazem, mas sabemos também que iremos nos juntar a eles e salvar o máximo de cachorros que pudermos. Os que não conseguirmos, iremos rezar para que outros protetores cruzem seus caminhos.

Ilustrei a matéria com as fotos da Baguette (Maysa)e da Bechamel, para nos trazer sorte em nossa próxima empreitada, afinal os outros dois cachorros estão, por enquanto, apenas em nossas memórias.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Lisha, uma Mãezona


Uma cadela labradora de nove anos de idade vem garantindo o bem-estar de vários filhotes de animais selvagens há nove anos na África do Sul.

Lisha, a labradora, atua como mãe adotiva dos filhotes orfãos ou rejeitados pelas mães biológicas no Cango Wildlife Ranch, um parque em um rancho na região de Oudtshoorn, na África do Sul.

"Ela já cuidou de mais de 80 animais", afirma o proprietário da cadela, Rob Hall, que é diretor do parque. "Os filhotes a tratam como se fosse mãe, tentam mamar nas tetas dela, pulam em cima dela, mordem as orelhas, e ela também cheira, lambe e cuida dos filhotes."

Hall conta que, quando chegou ao rancho, a antiga moradora tinha uma labradora que havia cuidado de um filhote de leão rejeitado pela mãe biológica. Ele gostou da idéia e decidiu manter a tradição.

"Os labradores e os retrievers são raças conhecidas por sua docilidade", disse Hall. "Eles normalmente agem como mães adotivas, se preciso."

Espécies ameaçadas

O rancho abriga 47 espécies de animais e répteis, incluindo espécies ameaçadas. Lisha já "adotou" filhotes de leopardo, tigre, um hipopótamo pigmeu, uma espécie de raposa local e até um porco-espinho.

"Eu diria que Lisha esteve envolvida com filhotes de outras espécies que precisavam de cuidados desde as oito semanas de vida", diz Hall. "Nossa casa sempre esteve cheia desses filhotes, a gente trazia eles para cá, Lisha se interessava e começava a conviver com eles."

"Alguns dos vizinhos também deixam animais selvagens, que eles encontram feridos, para que nós cuidemos." "Teve uma vez que Lisha cuidou de oito filhotes de leopardo de uma vez", recorda. "Só de leopardos, acho que ela já cuidou de mais de 30." "No momento, ela está cuidando de três filhotes de tigre branco, lindos."
Instinto

Lisha nunca foi ferida por nenhum dos filhotes, mas uma vez que eles passam a comer alimentos sólidos, normalmente são levados para outra instalação, ou são soltos no parque. Quando isso acontece, diz Hall, o contato entre a mãe e os filhotes adotivos termina. "O instinto predador dos felinos é muito forte", afirma o diretor do parque.

"Normalmente, trazemos uma caixa com os filhotes rejeitados para casa, ela vem, cheira os filhotes, começa a lambê-los e começa a cuidar deles imediatamente", descreve Hall. "Acho que é parte da personalidade dela." Apesar do forte instinto maternal, Lisha nunca teve uma ninhada própria.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A História de Hachiko

O mais lindo e conhecido conto no Japão é o Chuken Hachiko (O Fiel Hachiko).

Sua história foi retratada em um filme e em um livro chamado "A História de Hachiko". Hachiko era um cão da raça Akita nascido por volta do mês de novembro de 1923.

Seu proprietário era o Professor Dr. Eisaburo Ueno do Departamento de Agricultura da Universidade Imperial. Eles viviam em um bairro do subúrbio, próximo à estação de Shibuya, em Tókio.

Todas as manhãs Hachiko acompanhava o Professor Ueno até a estação de trem. Ao final da tarde ela o aguardava e o acompanhava de volta para a casa.

No dia 21 de maio de 1925 Hachiko, como de costume, esperou o Professor Ueno chegar no trem das 16:00 horas. Mas naquele dia ele não voltaria para casa, pois havia sofrido um acidente vascular cerebral na Universidade.

Parentes e amigos do Professor Ueno passaram a cuidar de Hachiko, que continuou indo todos os dias à estação de Shibuya para esperá-lo voltar do trabalho.

Os anos se passaram e os problemas de saúde foram surgindo e mesmo com dificuldades para andar, sua rotina diária prosseguiu até o dia 7 de março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo local em que todos os dias aguardou a chegada do Professor Ueno.

Tanto o Professor Eisaburo Ueno quanto Hachiko estão sepultados no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tókio.

Devido à sua lealdade, Hachiko foi imortalizado em uma pequena estátua de bronze esculpida por Teru Ando (falecido durante a II Guerra Mundial) e colocada na estação de Shibuya.

Durante a II Guerra Mundial, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachiko. No ano de 1948 o filho do escultor da estátua original, Takeshi Ando, foi contratado para criar uma réplica daquela estátua. Depois de terminada, foi posta no mesmo lugar da anterior.

Ainda hoje, todos que transitam pela estação de Shibuya podem ver a estátua de Hachiko, eternizando a história do amor de um cão por seu dono e a incrível lealdade da raça.

A lealdade dos cães da raça Akita já era conhecida pelo povo japonês há muito tempo. Em uma certa região do Japão, incontáveis são as histórias de cães desta raça que perderam suas vidas ao defenderem a vida de seu proprietários.

Onde quer que estejam e para onde quer que vão, têm sempre "um dos olhos" voltados para aqueles que deles cuidam. Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japônês, tendo sido proibida sua exportação.

Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu Akita, o governo japonês assume sua guarda.

Devido a todas as suas qualidades, uma das províncias japonesas recebe seu nome, Akita-Ken.

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