Old Shep, Sempre Fiel
No verão de 1936 um pastor de ovelhas ficou doente e foi levado a Fort Benton, Montana para se tratar. Old Shep, seu Border Collie, foi junto com ele, mas o pastor não resistiu e morreu poucos dias depois.Seu corpo foi enviado de volta para seus parentes e Old Shep viu, com muito nervosismo, o caixão ser colocado no vagão de carga do trem e ir embora. Ninguém se lembra o nome do pastor, mas Old Shep ficou conhecido por todos nos anos seguintes.

Nos seus 5 anos e meio de vida depois da morte do pastor, Old Shep montou vigilia na estação de trem, sempre esperando pela volta do seu companheiro, saudando, em vão, cada um dos quatro trens que passavam diariamente por ali.
Old Shep foi "descoberto" pelo programa Ripley's "Acredite se Quiser" e se tornou uma sensação durante aquela era de depressão ao qual passavam os EUA.

Cartas chegavam, escolas infantis mandavam presentes de natal, diversos viajantes desviavam-se de seus destinos, apenas para ver aquele "sempre fiel" cachorro na estação, esperando pelo pastor, que nunca veio.
Tragicamente, em 12 de dezembro de 1942, um velho e surdo Old Shep, não percebeu que o trem das 10:17 chegava e acabou escorrengando nos trilhos congelados, sem conseguir fugir.
Seu obituário foi transmitido pelas duas agências de notícias e seu funeral foi realizado dois dias depois, na presença de centenas de pessoas, a guarda de honra e uma mortalha onde vinha escrito:

"Louvor a um cão", originalmente escrito para um companheiro e bravo cachorro "Old Drum" e foi lido pelo ministro da cidade.
Old shep foi enterrado em um morro solitário, olhando para baixo em direção a estação de trem. A Great Northern Railroad construiu um pequeno obelisco, com uma madeira escrito Shep nela, logo abaixo, pedras brancas também com o escrito Shep. Ela ficava iluminada a noite e os condutores dos trens apontavam indicando aos seus passageiros.
Mas as linhas de trem logo pararam de passar por Fort Benton e a sepultura de Shep virou ruína.
Alguns fãs de Old Shep no entanto, motivado por Paul Harvey, em 1988 decidiram reformar e restaurar a sepultura e o monumento. A placa agora é de aço e as luzes funcionam novamente.

O local agora é mantido pela Kiwanis Key Club, a Sociedade de Melhorias Comunitárias de Fort Benton e um parque com estacionamento e trilhas para caminhadas, construída em volta do monumento. Agora para visitar a sepultura é fácil.
Na cidade, o Museu do Alto Missouri, mostra a coleira e a tigela de comida de Old Shep. É um dos muitos lugares que vendem as moedas de Shep.
Marcadores: border collie, cachorros, cao heroi, fidelidade







































14 Comentários:
Que história comovente. Fico feliz por saber que ainda há quem reconheça a lealdade desses grandes companheiros
Eu tenho pena dos meus bichos, tenho uma vida tão ocupada que quase nem estou com eles. Quando chego fazem-me uma festa. São os únicos que me esperam em casa. Abraços
Emilia
Por
Mikasmi, Às
9 de julho de 2009 18:39
Exemplo de amor incondicional. Bela história, Alex.
Abraços
Por
Rodrigo Piva, Às
9 de julho de 2009 19:18
Adorei a historia. Eu tenho um amigo que é apaixonado por cachorros, vou indicar a materia para ele ler. Bjs
Por
Sissym, Às
9 de julho de 2009 21:50
Amado Alex que história linda e emocionante, muito boa mesmo.
A paz
Por
PROJETO NOVO IMPULSO, Às
10 de julho de 2009 10:00
Não preciso falar muito! Como vc já sabe, eu sou apaxonado por cães e, um dos tres que eu e minha esposa recolhemos na rua já está conosco há cinco anos e desde antes ele já havia me escolhido como seu "humano de estimação" e toda tarde me esperava na esquina da rua, me acompanhava até minha casa e dormia no meu portão. Até que o convidei a entrar e ele nunca mais quiz sair de perto de mim.Quando esqueço o portão aberto, ele fica sentado do lado de dentro, olhando pra rua. Será que quando eu morrer o Chicão me acompanhará até o túmulo?
Por
franca.223, Às
11 de julho de 2009 17:38
Emilia, pode ter certeza que para eles, esse pouco tmepo que passam juntos é mais que o suficiente...os cães não são como nós...são muito melhores...
Por
Alexandre Brendim, Às
12 de julho de 2009 19:34
Rodrigo, isso é Amor de cão...
Por
Alexandre Brendim, Às
12 de julho de 2009 19:35
Sissym a família penhorada agradece...
Por
Alexandre Brendim, Às
12 de julho de 2009 19:35
Pastor, nada como o amor de um cão por um homem...um dia os homens chegam lá
Por
Alexandre Brendim, Às
12 de julho de 2009 19:35
Franca
Com certeza o amor do Chicão por vocês não terminará nunca.
Mas é melhor não surgir a oportunidade para comprovar né?
Por
Alexandre Brendim, Às
12 de julho de 2009 19:39
Alexandre, eu nunca tinha ouvido essa história e não me admiro mais com a capacidade dos cães, pela solidariedade, obediencia e carinho por seus donos. O que mais me admirou na história foi a população local ter observado as ações deste cão. Aqui no Brasil, chamariam de vadio. Beijus
Por
Luma, Às
16 de julho de 2009 17:55
Luma é bem por aí mesmo, lá ele virou atração, cuidaram dele e até memorail fizeram...aqui chamariam a carrocinha para se livrarem do estorvo...
Uma diferença cultural...
Por
Alexandre Brendim, Às
16 de julho de 2009 19:30
Olá.
Comovente, de fato...
Passando para conhecer seu belíssimo e interessante espaço e desejar uma linda semaninha e muita paz em sua casa.
Smack!
Edimar Suely
jesusminharocha2.zip.net
Por
Edimar Suely, Às
10 de agosto de 2009 15:07
Eu agradeço e fiquem a vontade sempre para comentar e participar do blog.
Por
Alexandre Brendim, Às
17 de agosto de 2009 13:37
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